Por monica.lima

Entidade ligada à ONU, a União Internacional de Telecomunicações (http://www.itu.int) divulgou na segunda-feira que, até o fim deste ano, deverá haver um celular para cada habitante do planeta. Chegaremos a sete bilhões de aparelhos, sendo que 3,6 bilhões estarão na região de Ásia-Pacífico. Já a internet móvel chegará a 2,3 bilhões de pessoas, sendo que 55% desse total vivem no mundo em desenvolvimento.

Esses números reforçam a ideia de que estamos tornando a internet um meio perambulante. A banda larga fixa vai ficando para trás. Alguns dados recentes mostram, por exemplo, que 23,3% do consumo de mídia nos EUA serão feitos via mobile, enquanto 18% ficarão no velho desktop. É a primeira vez que isso acontece, e não haverá retorno.

Outro sinal de que caminhamos céleres para o mundo móvel é que o tempo gasto com redes sociais (ou, basicamente, o Facebook) chega a 24,5% via smartphones ou 23% nos tablets. No desktop, as redes ficam com 15,6% do tempo do usuário. E os games também estão nessa linha: apenas 2,3% do seu tempo são gastos com jogos no desktop, contra 4,4% nos smartphones e 5,8% nos tablets.

Não é por acaso que as grandes empresas de e-commerce estão muito empenhadas em criar apps, que são espécies de atalhos para o internauta. Você clica nele, e cai direto na loja online, por exemplo. Assim, dispensa-se o browser e, com isso, ganha da total atenção do possível cliente. Eis aí mais um nicho ótimo que se abre para programadores ‘made in Brazil’.

DE OLHO NO FUTURO

Durante o anúncio, semana passada, de que a Intel vai abrir um centro de inovação no Rio, os executivos da empresa deixaram claro que já passou da hora de o Brasil se comportar apenas consumidor de tecnologia. Temos que ser produtores. 

“Não podemos esperar que determinada tecnologia se estabeleça para, então, correr atrás e tirar proveito dela”, disse Max Leite, que é diretor de Inovação da Intel no Brasil. “Temos que pensar que, hoje, a cadeia de valor da tecnologia não é local, mas global”.

Tudo a ver. Só pensando grande é que conseguimos atravessar as fronteiras. E essa disposição para abrir novos caminhos tem que ser incentiva o quanto antes. É algo que tem que começar a ser ensinado à criançada desde cedo. “Hoje a inovação existe antes da sala de aula”, resumiu o secretário Franklin Dias Coelho. “E inovação é capacidade de integrar”.

Wi-Fi nos estádios da Copa? Tá brincando?

Que a organização da Copa é vergonhosa ninguém duvida. Mas chama atenção a defensiva do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que já está ‘alertando’: torcedores terão muita dificuldade na hora de usar internet em pelo menos seis dos doze estádios onde haverá jogos. O mico já começa no Itaquerão, onde será realizada a abertura do evento, e se espalha pelo país. Disse o ministro que falta assinar acordo com alguns dos estádios. Estes, por sua vez, estariam reticentes, blablablá. Tudo lindo, mas é curioso que o ministro se comporte como se fosse apenas um espectador distante, e não parte fundamental para a realização do campeonato.

E parece também que a realização da Copa foi decidida semana passada. Mas o ponto mais importante é que o uso intensivo de internet via smartphones durante as partidas poderia prejudicar os contratos bilionários com as redes de TV e sites de todo o mundo. Aí é que está o busílis. Bloqueando-se o Wi-Fi, a Fifa consegue empurrar para a próxima Copa a concorrência com a transmissão online das arquibancadas. E aí a coisa começa a fazer sentido...

Androids deixam o iOS para trás

A comScore acaba de divulgar números sobre o mercado americano de smartphones (o que é sempre uma referência para a gente). A Apple continua em primeiro, com 41,4% do total, seguida pela Samsung (27%).  No conjunto da obra, entretanto, os aparelhos com Android continuam dominando, por conta da sua adoção por outros fabricantes, como LG, Motorola etc. Enquanto o iOS fica com os 41,4%, os Androids já chegam a 52,2% — e crescendo. O lançamento do iPhone6 deve mudar o cenário por um tempinho.

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