Por O Dia

A crise entre o PR e Dilma começou quando ela escolheu o ex-senador César Borges (BA) como ministro dos TransportesAgência Brasil

Mesmo com a aliança do PR com o PT na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, os republicanos ainda não decidiram se vão apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Na bancada do partido no Senado, onde o PR tem quatro representantes, os petistas já conseguiram uma maioria consolidada em favor da coligação governista. O único reticente entre os senadores é Magno Malta (ES), da bancada evangélica, que tenta convencer os colegas de partido a embarcar em seu sonho presidencial. A situação é mais delicada na Câmara dos Deputados, onde o PR tem 32 representantes. Lá, além dos defensores do apoio a Dilma, há parlamentares mais próximos de Aécio Neves (PSDB) — caso do líder, Bernardo Santana — e até mesmo de Eduardo Campos (PSB).

A crise entre o partido e Dilma começou quando ela escolheu o ex-senador César Borges (BA) como ministro dos Transportes, em abril de 2013. Apesar de ele ser filiado ao partido, a indicação não passou pelo crivo dos deputados. Mesmo com a dúvida no nível federal, o PR paulista confirmou a aliança em torno da candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes. Pesou a favor dos petistas a disposição para abrir uma vaga na chapa majoritária. O PR faz parte da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas os tucanos não mostraram disposição para cobrir a proposta. O presidente do PR-SP, Tadeu Candelária, será o primeiro suplente do senador Eduardo Suplicy (PT), que tenta renovar seu mandato. Hoje senador, Antonio Carlos Rodrigues (PR) assumiu o cargo depois de Marta Suplicy virar ministra do Turismo.

Sem “barriga de aluguel”

A entrega da primeira suplência para o PR abriu uma crise entre o PT e o PCdoB, que cobiçava a vaga. Padilha queria indicar Claudio Lottenberg, recém-filiado ao PR, para vice. Mas o partido não admitiu servir de “barriga de aluguel”.

PMDB busca mais aliados

Com cada vez menos opções, o PMDB tenta buscar mais aliados em São Paulo. Para isso, oferece a vaga na chapa para disputar o Senado. O sonho é atrair o PSD, de Gilberto Kassab, mas a alternativa mais realista parece ser o PRB.

Chalita é visto como plano B

Caso não consiga fechar com mais nenhum partido, o PMDB tentará convencer o deputado Gabriel Chalita a disputar o Senado. No sábado, o partido oficializou a candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo.

Estilo bolivariano

O deputado federal Renato Simões (PT-SP) tem usado camisas guayaberas, típicas da região do Caribe, para cumprir agendas menos formais. “Os adversários têm nos chamado tanto de bolivarianos que resolvi aderir ao visual”, brinca. O estilo também já foi adotado pelo ex-presidente Lula.

Cara de um, problema do outro

O secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano, foi abordado na convenção do PSDB no sábado, por vários militantes que imaginavam estar ao lado do ex-deputado mineiro Eduardo Azeredo, que renunciou ao mandato por ser réu no mensalão tucano.Há anos, Christiano é confundido com Azeredo. Em Porto Alegre, foi saudado por um então presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul como se fosse Azeredo, governador de Minas na época. Numa convenção do PSDB em Minas, em 2006, tirou fotos ao lado de eleitores. Em evento no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, fotógrafos passaram a clicá-lo o tempo todo.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Com Leonardo Fuhrmann

Últimas de _legado_Notícia