Por monica.lima

A comScore está divulgando um balanço sobre o que ela está acompanhando na web. São números relativos a fevereiro último, considerando apenas o acesso via PCs, dispensando o uso via tablets ou smartphones, cada vez mais intenso. Vale prestar atenção porque são informações bem recentes e podem dar subsídios a novos projetos. De cara, destaque-se que o Brasil está em quinto lugar no total de usuários do planeta, com 68,1 milhões de internautas, num crescimento de 11% em relação a fevereiro de 2013. Mas continuamos atrás de China (354,6 milhões), EUA (194,7 milhões), Índia (80,1 milhões) e Japão (73 milhões). Por outro lado, somos o terceiro país que passa mais tempo na rede, atrás de China e EUA. E (olha aí) 40% da audiência da América Latina (com 169 milhões de usuários) estão no Brasil. São 29,7 horas por mês online, contra 21,9 na média latino-americana e 20,4 dos argentinos.

A internet ainda é um ambiente jovem, digamos assim: 65% do total dos brasileiros conectados têm menos de 35 anos. Me chamou a atenção que, entre 6 e 14 anos, são 14,8% — dado importante, por exemplo, para quem trabalha com educação a distância, além, claro, de e-commerce. Cerca de 58% dos consumidores na web brasileira têm entre 15 e 34 anos de idade, e outros 20,4% estão entre 35 e 44 anos.

Na outra ponta, apenas 6,9% dos internautas brasileiros têm mais de 55 anos. O que vemos aqui é um ambiente muito grande a ser explorado, considerando que o país envelhece e que ainda há muita gente desconectada nessa faixa etária.

E por onde navega esse povo todo? Redes sociais (sobretudo, Facebook, com 97,8% do total) são líderes, como sabemos. Somente em fevereiro, passamos 775 minutos ligados às redes, contra 346 na média mundial. E os brasileiros gastam mais tempo no Facebook do que os argentinos e os mexicanos juntos.

Isso é bom ou ruim? Certo é que a Grande Rede, como se dizia antigamente em relação à internet, pode acabar se tornando uma única rede, restrita ao latifúndio Facebook. Isso pode se configurar uma praga, porque estamos cada vez mais nos encaminhando para um monopólio, mas aí já é assunto para outra hora. Por ora, basta dizer que o Facebook registrou mais de 583 milhões de anúncios ao longo de 2013. E a Netshoes foi a maior anunciante online, com 22,4 milhões de impressões.

Sites de serviços, portais e entretenimento cresceram bastante no último ano — 15%, 12% e 12%.

Outro dado curioso foi o aumento de 42% no tempo de navegação, entre maio e junho do ano passado, devido às notícias sobre manifestações que tomaram as ruas do país.

CURTAS

TAÍ UMA BOA IDEIA

O Sebrae/RJ lança no próximo dia 10 o Programa Sebrae Inteligência Setorial, que pretende apoiar os empresários na hora de tomar decisões para os seus negócios. As informações estratégicas serão acessadas via www.sebrae inteligenciasetorial.com.br. Neste primeiro momento, o foco está dividido entre os setores de construção civil, moda e joias, petróleo e gás e turismo. Os empresários terão acesso a boletins, oportunidades, relatórios de tendências e cases de sucesso. O ambiente contará com dicas sobre como usar, na prática, as informações estratégicas. O serviço será gratuito. Os chamados mapas de informações estratégicas foram construídos de forma colaborativa, a partir da demanda dos empresários, representantes de entidades, associações, sindicatos e instituições parceiras do Sebrae/RJ. A expectativa é de que mais de 3.500 empresas do Rio se inscrevam no portal no primeiro ano. O espaço, no entanto, estará aberto tanto para pessoas jurídicas como físicas. Segundo Cezar Kiszenblatt, os próximos setores estratégicos com os quais o Sebrae/RJ atua (alimentos, base tecnológica e economia criativa), também serão atendidos pelo programa de forma gradativa.

TAÍ UMA BOA IDEIA II

Por falar nisso, a Totvs, uma das mais bem-sucedidas empresas brasileiras de tecnologia, também começa a prestar consultoria para as PMEs. Vale a pena ficar de olho no que a Totvs diz.

TAÍ UMA BOA IDEIA III

Famoso por suas papagaiadas perante plateias ensandecidas, Steve Ballmer, ex-presidente da Microsoft, não tem mais onde enfiar dinheiro. Talvez por isso, vai comprar por US$ 2 bilhões o Los Angeles Clippers, time de basquete da NBA. Curioso é que, segundo a ‘Forbes’, a equipe vale somente uns US$ 550 milhões, não só porque nunca ganhou título na NBA, mas também por causa de recentes declarações racistas de seu dono, Donald Sterling, que o fizeram ser banido do esporte. Mas a verdade é que Ballmer não dá ponto sem nó. Ele está de olho é nos direitos de transmissão dos jogos, que se valorizam ano a ano.

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