Por monica.lima
Fiesp (foto) e a Amcham fizeram um relatório mostrando as vantagens do SGP para cada estado norte-americanoHenrique Manreza

Com o recesso do Congresso, um dos principais programas da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos - e que necessita de renovação desde 31 de julho do ano passado - está parado. A sede do problema, no entanto, não é Brasília, e sim Washington. Trata-se do Sistema Geral de Preferência (SGP), que facilita a importação de manufaturados e semifaturados do governo dos Estados Unidos e beneficia países em desenvolvimento, entre eles, o Brasil, a Rússia e a Ucrânia. Desde o ano passado, a renovação do programa é tentada, mas o conflito entre os ex-soviéticos tem sido motivo de resistência. Como também acontece no Brasil, outro empecilho é a própria disputa legislativa, pois muitos congressistas temem desagradar os sentimentos mais protecionistas de parte do eleitorado.

O Sistema Geral de Preferência responde por 7% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Além da renovação, a discussão envolve também a retroatividade para o período em que o programa esteve paralisado. O argumento é que muitas empresas norte-americanas terão prejuízos caso o benefício não seja estendido para o período de julho do ano passado até a nova aprovação pelo Congresso, uma vez que fizeram negócios com brasileiros cujos valores levavam em conta a aplicação das taxas especiais. A renovação da SGP tem sido praxe no Congresso daquele país, com a retroatividade quando necessário. Para acelerar a aprovação, a Fiesp e a Câmara Americana de Comércio (Amcham) fizeram um relatório mostrando as vantagens do SGP para cada um dos estados norte-americanos e a importância na relação comercial com o Brasil.

Aumento de energia gera protesto

O deputado federal Cláudio Puty (PT-PA) pretende questionar o MP Federal sobre o aumento de 34,4% na tarifa de energia elétrica para consumidores residenciais do Pará autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele lembra que este é o 15º ajuste, o maior desde a privatização das Centrais Elétricas do Pará (Celpa). Para a indústria, o aumento será de 36,41%. A Aneel também autorizou aumentos de energia no Espírito Santo (22,74%) e em Santa Catarina (22,47%). A Celpa foi privatizada em 1998 no governo de Almir Gabriel. O atual governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), era o secretário de Planejamento na época.

Voz ambiental

No mesmo dia em que os presidenciáveis foram à sabatina da Confederação Nacional da Agricultura, o SOS Mata Atlântica lançou suas propostas para as eleições deste ano. Um dos destaques é a posição contra a PEC 215, que quer passar a demarcação de terras para o Legislativo.

Caixa nega aporte ao EISA

A Caixa Econômica Federal negou aporte de R$ 200 milhões ao Estaleiro Ilha do Governador (EISA). O valor seria usado para quitar os salários atrasados dos 3,5 mil trabalhadores. O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio negou que haja negociação para suspender os contratos de trabalho. A presidência da empresa apresentou a proposta, mas as negociações não avançaram. O EISA está parado há três meses.

Collor pode enfrentar ex-cunhada

O ex-presidente Fernando Collor poderá enfrentar a ex-cunhada Thereza na disputa pela vaga ao Senado em Alagoas. Thereza foi convidada para concorrer pelo PSDB. Ela é viúva de Pedro, irmão mais novo de Collor, candidato à reeleição. Pedro denunciou esquema de corrupção envolvendo PC Farias, tesoureiro de campanha do irmão. Por conta das denúncias, Collor perdeu o cargo.

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Com Leonardo Fuhrmann

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