Por monica.lima
O líder do PMDB na Câmara%2C Eduardo Cunha (foto)%2C é o rival mais evidente de Michel TemerDivulgação

Apesar da vitória nas urnas, com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), o vice Michel Temer não terá vida fácil dentro do PMDB. O principal trunfo dele é o poder dentro do governo, que permite ao seu grupo articular nomeações para ministérios e estatais. O rival mais evidente, por enquanto, é o líder do PMDB na Câmara, o deputado reeleito Eduardo Cunha (RJ), que sonha em presidir a Casa em 2015. Para o plano dar certo, ele precisa romper o acordo do partido com o PT, que garante a alternância entre as duas maiores bancadas no comando. Como o atual presidente, Henrique Alves, é do PMDB, o próximo seria um petista. A bancada peemedebista já aprovou a manutenção de Cunha como líder e lhe deu aval para negociar a formação de um bloco.

A situação constrange Temer, que é o avalista da aliança entre os partidos. Cunha, por outro lado, incentivou dissidências, principalmente ,de apoio a Aécio Neves (PSDB). No PMDB do Rio, seu domicílio eleitoral, o diretório trabalhou pelo tucano, com a coligação Aezão. Se o vice tem o poder da caneta, Cunha também tem suas armas. É conhecido dentro do Congresso por ser dedicado e ter predileção por assuntos econômicos. Cuida pessoalmente de emendas e assuntos orçamentários, que muitos deixam para assessores. Para essa tarefa, conta com a ajuda de consultores externos à estrutura da Câmara. Os adversários reconhecem a habilidade com que acrescenta a medidas provisórias emendas com temas diversos ao original. Essas emendas, conhecidas no jargão legislativo como “contrabando”, costumam dar dor de cabeça ao governo.

Cubanos viram alvo de ódio eleitoral

Os exemplos mais visíveis de preconceito na campanha eleitoral foram contra nordestinos e pobres. Mas não foram os únicos. Cubanos residentes no Brasil também sentiram na pele a forma como foi tratada na disputa a relação entre os países. O convênio para a contratação de cubanos pelo Mais Médicos e os investimento na ampliação e modernização do Porto de Mariel viraram motivos de ataques até pessoais. Os cubanos reclamam de preconceito também na hora de procurar emprego. Em Roraima, uma escola que procurava profissional com “espanhol nativo” nem quis receber o currículo de uma professora ao saber que ela era cubana.

O papa e a reforma

Doze líderes de movimentos sociais do Brasil, como a CUT, MST e Via Campesina, se encontraram com o papa Francisco, anteontem, no Vaticano. Levaram o resultado do plebiscito que coletou oito milhões de votos a favor de uma Assembleia Constituinte para fazer a reforma política no País.

Conselheiro oficial

Conselheiro informal da presidenta Dilma Rousseff e, antes, de Lula, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, segundo petistas, deve ter agora sua função oficializada no novo ministério da petista. Na bolsa de apostas, vem sendo citado, entre petistas, o nome de Otaviano Canuto para o ministério da Fazenda. Ele foi secretário de Assuntos Internacionais da Fazenda no governo Lula. Há 11 anos, foi Indicado pelo ex-ministro Antonio Pallocci para o BID e, daí, foi para o Banco Mundial.

Haddad pedala com Gary Fisher

Um passeio de bicicleta na manhã de hoje com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), será o único ato com representantes do poder público do cicloativista norte-americano Gary Fisher no Brasil. Considerado um dos criadores do mountain bike, o designer dará sugestões sobre o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte urbano. Ontem, ele participou de um encontro com entidades de defesas dos ciclistas, também na capital paulista.

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Com Leonardo Fuhrmann

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