Por O Dia

Tanto a presidenta Dilma Rousseff (PT) quanto o senador Aécio Neves (PSDB) evitaram os ataques pessoais no debate da TV Record, na noite de domingo, para não afastar eleitores indecisos, em torno de 15% a 20% dos votantes no próximo domingo. Em busca dessa parcela do eleitorado, coordenadores das duas campanhas avaliaram que, nesta reta final, existem riscos de continuar apenas no ataque. O entendimento é que esse eleitor volátil pode concluir que a campanha rumou para o “baixo nível” e rejeitar os responsáveis por eventuais agressões. Nos debates anteriores, Dilma fez denúncias contra Aécio, como a de sua recusa em fazer o teste do bafômetro. Além das acusações de desvios na Petrobras, Aécio falou da contratação do irmão da presidenta em órgão público.

Dilma Rousseff e Aécio Neves durante debate da TV RecordAle Frata/Agência O Dia

A partir daí, os temas foram levados para as redes sociais. Para o deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), ex-chefe da Casa Civil de Alckmin e coordenador da campanha do governador reeleito, ficou evidente, logo no início, que Dilma “mudou de estratégia”. Assessores de Aécio, no entanto, discordavam. Entendiam que Dilma ainda queria “ir para a briga”. Ao final, o resultado pareceu agradar aos dois lados. Munições foram guardadas para o próximo debate, da TV Globo, na sexta-feira. Líderes petistas consideraram que foi a melhor performance de Dilma até o momento. “"Ela estava firme e segura", comemorou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Para os tucanos, Aécio foi infinitamente melhor. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) acha que Dilma levará vantagem na reta final porque as denúncias sobre a Petrobras “agora pegam o PSDB”.

Tasso reclama

O ex-governador e senador eleito pelo Ceará Tasso Jereissati (PSDB) reagiu, durante o debate, quando Dilma falou que as obras de transposição do Rio São Francisco seguem a todo vapor. “Eu sou lá de perto. E vim agora de lá. Tinha até mato crescendo e nada vinha sendo feito”, afirmou.

Com que roupa?

Publicitários da campanha do PT disseram que a presidenta Dilma deveria ter escolhido uma roupa vermelha ou azul-marinho, mas não branca, para o debate na Record. Por causa de erros de iluminação da emissora, o casaco da presidente ficou escurecido em alguns momentos.

Pode perguntar

No encerramento dos blocos, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, repetia a mesma avaliação sobre a fala de Aécio Neves. “É muito sambarylove”, dizia. Para ele, "muita conversa”. Sambarylove era um personagem do comediante David Pinheiro, na “Escolinha do professor Raimundo”.

Agressividade na campanha

A agressividade das campanhas eleitorais chega cada vez mais ao dia a dia das pessoas. Ontem, o professor Gilson Caroni publicou nas redes sociais que a sua filha, médica em um hospital no Rio, foi atacada por uma colega que lhe arrancou um adesivo da campanha de Dilma que estava colado em sua camiseta. No horário do expediente, segundo ele, o material de campanha estava coberto pelo jaleco. A outra médica usava um adesivo do PSDB. Não é um caso isolado.

Para delegados, greve da PF é “eleitoreira”

Os delegados da PF se manifestaram contra a possibilidade dos agentes entrarem em greve nesta semana. Consideram a manifestação “inoportuna” e “com finalidade nitidamente eleitoreira”. O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens, participou da campanha de Marina Silva no primeiro turno.

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Com Leonardo Fuhrmann

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