Por parroyo

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tende a promover a alta do juro e divulgou um plano para normatização da política monetária na ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc),  divulgada nesta quarta-feira.

Mesmo em meio à sinalização do aperto monetário, o Fed reafirmou que a alta do juro não precisa, necessariamente, começar em breve. “As discussões foram parte do planejamento prudente e não significam que a normalização será necessariamente começar em breve”, apontou o relatório.

A mudança, de acordo com o relatório, vai depender dos indicadores econômicos. Dois fatores são apontados com preocupantes para o Fed: a subutilização das capacidades do mercado de trabalho nos Estados Unidos e o fortalecimento do dólar.

Alguns dos integrantes do banco central americano também afirmaram que um crescimento mais fraco no resto do mundo pode afetar a expansão da economia dos Estados Unidos no médio prazo. "A situação ruim e persistente do crescimento e a inflação na zona do euro podem levar a uma nova valorização do dólar e trazer consequências negativas para o comércio exterior dos EUA", destacaram participantes do Comitê que se reuniu nos dias 16 e 17 de setembro.

Os integrantes do Fomc consideraram que o crescimento mais lento na China e no Japão assim como os acontecimentos no Oriente Médio e na Ucrânia também podem pesar sobre as perspectivas econômicas. A alta do dólar encarece as exportações dos EUA e barateia as importações, o que pode pressionar a inflação para baixo. O Fed, entretanto, quer que a economia chegue aos 2% de inflação anual antes de elevar as suas taxas.

A maioria dos integrantes do FOMC consideram que, apesar da redução do desemprego, os recursos do mercado de trabalho continuam "subutilizados" considerando o significativo número de empregos em tempo parcial e o fraco aumento dos salários.

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