Dilma anuncia metas para redução das emissões de gases de efeito estufa

Presidenta discursará na Cúpula para o Desenvolvimento Sustentável da ONU neste domingo

Por O Dia

Rio - A presidenta Dilma Rousseff anuncia neste domingo, em Nova York, em discurso na Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), as metas do Brasil de redução de emissões de gases de efeito estufa, que poluem o meio ambiente e aumentam o aquecimento global. A proposta brasileira será levada, em dezembro, à 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), que acontecerá em Paris, na França.

Ontem, a presidenta Dilma antecipou alguns pontos da proposta. “Vai ser uma boa meta. O Brasil sempre dá sua contribuição. É uma meta numérica”, disse a petista, destacando o avanço do país na área do desenvolvimento sustentável. “É bom a gente lembrar que somos um país muito especial nessa área.

Metas do Brasil para redução de emissões de gases poluentes será levada à Conferência do Clima (COP 21) em dezembro%2C em ParisThinkstock

Reduzimos em 82% o desmatamento. Temos uma matriz energética que tem hidrelétricas solar, eólica e de biomassa. Nosso plano agrícola e pecuário prevê todo um financiamento para agricultura de baixo carbono”, acrescentou a presidenta, se referindo à redução do desmatamento ocorrido entre 2004 e 2014.

A proposta brasileira, chamada de Intenções de Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDC), terá impactos na atividade econômica do país, obrigando empresas a se adequarem aos compromissos. Mas também criará novas oportunidades de negócios, voltados para a chamada economia de baixo carbono — referência ao gás carbônico, ou dióxido de carbono (CO2), um dos que mais poluem o meio ambiente.

Quando esteve com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em junho, a presidenta Dilma antecipou que a proposta incluiria o reflorestamento de 12 milhões de hectares, desmatamento ilegal zero e alta de 28% para 33% da parcela de energias renováveis na matriz energética do país.

No primeiro dia da Cúpula da ONU, os 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram a Agenda 2030 , composta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a agenda reflete a urgência de uma ação pelo clima e precisa ser adotado por todos.

Conselho mobiliza empresas para discutir metas do país

A implantação das metas do Brasil para redução de emissão de gases de efeito estufa que será levado à COP 21 afetará as atividades das empresas, que precisarão se adequar ao novo acordo do clima a ser aprovado na conferência de Paris.

Para se antecipar às decisões, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que tem sede no Rio, está convocando empresas para aderir a uma coalizão internacional que discute as mudanças que precisarão ser adotadas para combater o aquecimento global.

Segundo a presidente do CEBDS, Marina Grossi, para aderir à coalizão chamada “We Mean Business” (queremos dizer negócios), é preciso se comprometer com práticas sustentáveis, como o uso de energia elétrica renovável, eliminação de produtos de áreas desmatadas e precificação do carbono (custo das emissões).

Com o agravamento do aquecimento global, ela prevê que a COP 21 aprove políticas mais rigorosas para a redução das emissões. A coalizão já conta com 150 empresas, entre elas as brasileiras CPFL, Natura e Braskem.

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