Por monica.lima

A sobriedade passa, de leve, pela carroceria. Mesmo assim, um olhar mais atento vai mostrar ao que veio este sedã especialíssimo, que a Audi oferece no Brasil por pouco mais de R$ 207 mil. O bom observador vai perceber a grade diferenciada, quatro pinças de freio enormes, os retrovisores de alumínio escovado, o conjunto aerodinâmico e os quatro escapes na traseira. Mais ainda a carroceria “jogada no chão” sobre imensas rodas aro 18 com pneus nas medidas 225/40, com o perfil bem baixo, que pedem muito, mas muito cuidado nos buracos nada eventuais.

Por dentro ele é discreto. Tem o volante com a base reta, o pomo do câmbio e as soleiras das portas com a inscrição S3. A tela central de toque é escamoteável e agrega todas as funções contemporâneas.

O Audi S3Divulgação

Nesta escola alemã de sedãs com traje sério e motor pouco sério como o S3, percebe-se a intensa paixão germânica pela performance perfeita. E este Audi é assim. Mais leve e menos potente que o BMW M 235 Coupé e o Mercedes CLA 45 AMG, seus concorrentes diretos, o S3 custa bem menos e despeja muito prazer ao dirigir. Isto porque a relação peso-potência é privilegiada e o canhãozinho das argolas consegue fazer de zero a 100 km/h em 4,8s. Muito mais que suficiente para os devaneios na máquina, que encontra no asfalto local seu maior adversário. O fato é que ele acaba sendo bem melhor que os outros dois.

Outros diferenciais aparecem no teto solar panorâmico, que dá um belo visual ao carrão vermelho, nos faróis de xenônio sob LEDs lineares, no som com 13 autofalantes e nas opções de condução. Cinco estão disponíveis na tecla no painel: conforto, auto, dynamic, efficiency e individual. A primeira reduz a dureza da suspensão, mas não muito. A auto fica por conta do carro . A dynamic entrega relações mais curtas e suspensão dura. A efficiency busca o equilíbrio consumo/desempenho e a individual pode ser ajustada pelo “piloto”, inclusive com o desligamento do controle de tração, para mais emoções. Mesmo sem o “traction control”, entretanto, este carro com tração integral Quattro dificilmente perde a trajetória e foge das mãos. O comportamento dele é impecável.

Nessa massiva eletrônica, o controle de largada, o “launch control” é um item divertido. Ele coloca o motor no giro ideal para se obter e melhor aceleração e o menor tempo possível de “largada”. O resultado disso é uma aceleração “animal”. O motor, um TFSI de injeção direta comum às famílias VW e Audi, calibrado para 280 cv tem torque de 38,7 kgf.m que surge a partir dos 1.800 rpm. Eficiente. O turbo de baixa inércia despeja pressão adicional de até 1,2 bar e pode ser acompanhado no “boost”, na parte baixa do movimentado painel. Este motor tem um feliz casamento com a caixa automatizada de dupla embreagem e seis marchas, que deixa nas esquinas o seu som característico nas mudanças mais rápidas. Ela pode trabalhar sozinha ou ser “empurrada” pelos “paddle-shifts” atrás do volante, um recurso que acrescenta esportividade.

Em quase 1.000 quilômetros de rodovias, escolhidas a dedo pelo estado de conservação, o S3 mostrou que potência acrescenta segurança nas ultrapassagens e melhora muito as médias, por conta das retomadas e curvas eficientes, sem muita perda de energia. Mesmo assim, por ser um carro que pede aceleração, as médias de consumo são elevadas: ficam próximas dos 7,5 km/litro.

Os bancos são em concha e abrigam nas curvas fechadas, mas, como esportivo que é, não espere que os ocupantes do banco de trás encontrem um carro confortável. Nem no porta-malas, que leva só 390 litros. Mas para quem dirige são incontáveis os momentos de prazer.

L200 muda

Versão europeia da picape Mitsubishi tenta alavancar as vendas com facelift. A nova caçamba aparece no Salão de Genebra, em março, e chega em julho. Feita na Tailândia, terá cabines estendida e dupla, motor diesel 2.5 L de 154cv ou 181 cv, e duas transmissões, uma delas automática de cinco marchas com start-stop.

Pimenta no up!

O up! começa a engrenar nas vendas e revela o que já sabíamos. É um excelente carro de entrada, com projeto moderno, seguro e econômico. A família vai crescer com a chegada da versão GT up!, já ensaiada em salões de automóveis. Sob o capô, o motor 1.0 de três cilindros turbo de 120 cv. Este motor vai servir ainda para o SUV Taigun.

Megaesportivo em Genebra

O Koenigsegg Regera ‘chutou o balde’ e será o mais rápido do mundo, quando lançado em Genebra, em março. O motor V8 5.0 de 1.341 cv vai levar o avião aos 400 km/h em 20s para atingir os 440 km/h e superar o Bugatti Veyron SuperSport e Hennessey Venom.

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