Por O Dia

Ideli Salvatti teve seu nome vetado pelo PT para disputar as eleições no ano passadoDivulgação

Por Edla Lula (elula@brasileconomico.com.br)Leonardo Fuhrmann  - (lfuhrmann@brasileconomico.com.br) - interinos

Ideli Salvatti tornou-se uma regra três da presidenta Dilma. A cada mudança que a presidenta precisa fazer, ela troca de posto. Na terça-feira, logo após figurar ao lado de Dilma, na cerimônia de lançamento do Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na Internet,  soube, pela imprensa, que cederia seu lugar na Secretaria de Direitos Humano a Pepe Vargas, desalojado das Relações Institucionais. Segundo pessoas próximas, a ministra ficou surpresa, mas não chegou a se chocar “porque já conhece o perfil da presidenta”, conforme esta fonte. Ela já havia perdido a vaga das Relações Institucionais em março do ano passado, após ser tão criticada quanto Pepe Vargas é hoje. Antes disso, saiu da Secretaria da Pesca.

“A fatura da Ideli com a Dilma já está liquidada”, diz uma fonte ligada ao governo, ao lembrar que não fosse a presidenta, Ideli já estaria fora da política desde 2010, quando não se reelegeu senadora. No ano passado, seu nome foi vetado pelo PT para disputar as eleições.

Restrição a PEC até na oposição

Está diminuindo a diferença entre as posições a favor e contra a PEC) que limita a 20 o número de ministérios. Por ser do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e atingir o governo petista, a proposta parecia ter grande maioria.

Ao gosto da banca

O mercado recebeu com entusiasmo a decisão da presidenta de entregar a coordenação política ao vice Michel Temer. Para um analista, a medida consolida a abdicação de Dilma: Eduardo Cunha e Renan Calheiros cuidam da agenda; Joaquim Levy da economia e, agora, as negociações políticas ficam com Temer. Perfeito, para ele!

Dia D

O depoimento de hoje do Tesoureiro do PT, João Vaccari, na CPI da Petrobras será decisivo para o seu futuro. Existe uma pressão interna pelo seu afastamento, mas o presidente Rui Falcão considera uma deslealdade abandoná-lo agora. Para Falcão, não há desvios na conduta de Vaccari, pois as doações das empreiteiras são legais.

Pacto de sangue

O deputado Izalci (PSDB-DF) cruzou valores e datas citadas por delatores envolvidos na Operação Lava Jato com as doações ao PT e conferências do ex-presidente Lula patrocinadas por empreiteiras. Quer apresentar o resultado a Vaccari hoje, para que o tesoureiro confirme que, embora as doações sejam legais, são de dinheiro do Petrolão. Para Izalci a permanência do tesoureiro no partido só se justifica por um pacto de proteção mutua entre ele e o presidente do PT.

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