Por monica.lima
No PMDB%2C Michel Temer sempre foi visto como um fiador da aliança com o PTDivulgação

Por Leonardo Fuhrmann (interino)  - [email protected]

A entrada de Michel Temer na articulação política deve desencadear novas disputas dentro do governo. Uma dúvida é qual será o grau de autonomia que o vice-presidente terá. Inclusive para decidir sobre nomeações no segundo e terceiro escalão.

A questão é até quanto o PT e a própria presidenta Dilma estão dispostos a ceder. No PMDB, Temer sempre foi visto como um fiador da aliança com o PT. No entanto, o prestígio dele estava em baixa com a presidenta, que preferia deixar a articulação em mãos mais próximas. Agora, sua presença é vista como uma possibilidade de amenizar a força do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O deputado fluminense sangra o governo como pode e começou a ampliar o seu poder também dentro da estrutura partidária até mesmo em São Paulo, domicílio eleitoral de Temer.

O principal teste da nova articulação política será a aprovação do ajuste econômico, tido pela equipe econômica como fundamental para a governabilidade.

Se Cunha permanece rebelado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) já dá mostras de aceitar a trégua. Uma das preocupações do senador alagoano é com o aliado Vinícius Lages, atual ministro do Turismo.

Ele pode perder o cargo para a acomodação do ex-presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN), mais próximo de Cunha. Renan, no entanto, teria a garantia que Lages terá outro cargo relevante se deixar a pasta. Mesmo conseguindo uma vaga para Alves, Cunha deve seguir na toada atual. Temer já começou a se mexer. Prova disso é a reunião de ontem com o ex-presidente Lula em São Paulo. Oficialmente marcada para tratar da “reforma política”.

Novas opiniões

Contrário à terceirização, o governo colocou em campo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na articulação contra a aprovação da proposta. Antes de assumir o cargo, Levy havia se declarado favorável ao projeto. Mudou de ideia, mas não conseguiu convencer os deputados a fazer o mesmo.

A cara do projeto

A direção da Fiesp foi duplamente vitoriosa na aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que aumenta as possibilidades de terceirização da mão de obra. A entidade nunca escondeu seu empenho em favor da proposta, enquanto outras organizações patronais preferiam agir de maneira menos explícita. O presidente Paulo Skaf foi para Brasília trabalhar em defesa do projeto, que enfrenta forte resistência de sindicatos e centrais de trabalhadores, exceto a Força Sindical, do deputado Paulinho (SDD-SP).

Ciclobatalha

A Prefeitura de São Paulo vai fazer uma plenária aberta para a população amanhã sobre o Plano de Mobilidade Urbana. Pretende ouvir sindicatos, ONGs, estudantes, além de representantes de jovens, idosos e pessoas com deficiência. É possível colaborar também pela internet com o aperfeiçoamento do plano. O prazo para este tipo de participação vai até a próxima sexta-feira. Os cicloativistas se reuniram ontem em uma conversa preparatória para o encontro.

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