Por O Dia

Amor à primeira vista na revelação de 1998, em Gubbio, Itália, o Audi TT mereceu o título “Duplo Tesão” que dei nas páginas de Automania de então. De lá para cá, a escola Bauhaus delineada nas linhas elegantes, cedeu espaço a um mercado mais e mais competitivo. Se me perguntarem : “O novo TT é feio?”, responderei: claro que não, mas não é mais exclusivo como aquele que o marceneiro italiano viu e, entre peças torneadas a mão, não cansava de alisar a carroceria, do início ao fim, enquanto exclamava: “Ma che bella machinna. Es una Ferrari?”

O episódio aconteceu em uma aldeia fora do roteiro, onde fui pedir informações na era jurássica, pré-GPS.

O novo Audi TTDivulgação


O TT de hoje, na terceira geração, além dos faróis espichados de todos os outros, navalhados na dianteira com o questionável ‘face family’ que todas as marcas adotam (você já reparou que um Jetta está igual a um Voyage?) ainda é um excelente carro. Inegavelmente entrega mais tecnologia, a começar pelo ‘virtual cockpit’ , a tela de cristal líquido que simula vários instrumentos em formatos e cores diferentes e um grande mapa GPS no ecrã central.Sem saudosismo, parti com entusiasmo e pé embaixo na modernidade do sistema, que aparece pela primeira vez no modelo, pelo menos na marca das argolas.

O novo TT, feito em Gyor, na Hungria, está desembarcando no Brasil na trilha do sucesso do cupê 2 lugares pelo mundo. A proposta de disposição do motor de 230 cv turbo de injeção direta acoplado ao câmbio sequencial de seis marchas entrega uma barata empolgante, daquelas que cola os dois animados ocupantes nos bancos. Com 19 cv a mais, o carrinho acelera da imobilidade aos 100 km/h em 5,9 s.

Mesmo que eu acelere muito e tente fugir da saudade do clássico de 1998, a Audi não conseguiu. A tampa do tanque de combustível, as ponteiras de escapamento e as lanternas traseiras remetem àquele Audi que foi um dos mais premiados de todos os tempos.

De volta aos dias de hoje, além da impressionante aceleração e a radical estabilidade, o modelo faz das curvas simples retas e abona as suas qualidades.

Ele está um pouco mais comprido, um pouco mais leve e mantém a altura do solo. Ganhou estrutura, com o uso amplo de cinco tipos de aço termoformado no lugar de antigas e caras peças de alumínio, que ainda estão lá, em menor número, no teto e molduras das portas, por exemplo. A tal competitividade de novo. Na realidade, a estrutura do esportivo mudou muito desde aqueles dias ao som de “Electric Ladyland “ de Jimi Hendrix, a trilha sonora das linhas feitas na Califórnia.

Mas o tempo não para, e as novidades vendem também segurança, como os faróis bi-xênon, ‘pack’ completo de airbags e de sistema de freios. Em ambas versões, o aerofólio ativo, realmente funcional, que se abre ao comando do piloto ou após os 120 km/h, para manter a aderência do trem traseiro. Na chegada do test-drive a comparação inevitável com o helicóptero que nos levou à Região dos Lagos: “É uma máquina voadora quase melhor que um Audi, mas não transmite emoção”, afirmou Lothar Werninghaus, consultor técnico da marca no Brasil. E ele tem toda a razão.

Os preços da novidade são R$ 210 mil, para a versão Attraction, e R$ 230 mil para a versão Ambition, esta com rádio MMI Plus, sistema de navegação, ar-condicionado automático bem diferente, integrado às saídas de ar redondas, Audi Drive Select, onde o freguês escolhe o modo de condução, do mais calmo ao mais assanhado, faróis full LED e rodas de alumínio de 19 pol. Em todos eles, o aerofólio realmente funcional, que se abre ao comando ou após os 120 km/h, para manter a aderência do trem traseiro, item fundamental para aqueles que têm competência para acelerar uma máquina como esta alemã.

Camaro novo, de novo

O Chevrolet Camaro, ícone da história do automóvel, chega à sexta geração com novo visual e mudanças radicais na construção, que resultaram em uma dieta de 90 quilos no peso total. Outra novidade sob o capô é o motor 4 cilindros, turbo, com 278 cv de potência. Os outros motores são um V6 3.6 l com 340 cv e um V8, de 461 cv.

Ultrapassagem no terreno ruim

Em época de vacas magras e consumidor seletivo, o Jeep Renegade ultrapassa um forte rival, o Duster, na sua primeira quinzena inteira de vendas. Tem menos de 200 carros além do Renault e cola no Ecosport. O líder absoluto do segmento de SUVs compactos é o Honda HR-V, que entregou 2.304 unidades e tem fila de espera.

A arrancada da Subaru

Com história de vitórias, a Subaru venceu as 24 horas de Nürburgring com 12 voltas de vantagem sobre o segundo colocado. Prêmio para a construção do carro de motor boxer e tração integral. Aqui no Brasil, a marca decola, sob o comando de Flávio Padovan.

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