Por monica.lima
Aloizio Mercadante aproveitou o feriadão para pensar nas nomeações do segundo escalãoFrancisco Stuckert/Agência O Dia

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, sentou-se sobre a lista de nomes para ocupar o segundo escalão que o vice-presidente Michel Temer lhe entregou. Se eles não forem nomeados, o ajuste fiscal não será aprovado pela Câmara dos Deputados, a instância onde os ressentimentos com o PT são mais acentuados. É a pior notícia que o ministro Joaquim Levy poderia receber desde que o pacote de medidas para consertar a economia chegou ao Congresso e imediatamente começou a ser bombardeado pelos mais distintos segmentos da sociedade. E até por determinados setores do governo.

A meta do Planalto é resolver os graves problemas com a base aliada, missão para a qual Temer foi designado pela presidente Dilma. O vice montou uma equipe liderada por Mozart Vianna, especialista em Câmara dos Deputados, onde trabalhou por 24 anos com 12 presidentes, que elaborou a lista a ser mandada ao Diário Oficial. Mercadante aproveitou o feriadão para pensar.

A crise bateu nos estaleiros

A indústria da construção naval já demitiu 10 mil trabalhadores desde o início do ano. A informação foi passada ao governo na quarta-feira passada. Mesmo que algo seja feito, a quebra de empresas nos próximos meses seria inevitável.

Nitroglicerina

Se Eduardo Cunha cumprir a palavra e mandar abrir as galerias da Câmara amanhã, na votação da primeira MP do ajuste, estará dada a partida para um tumulto de fazer inveja à arena de futebol. São uns poucos 400 lugares e ânimos muito exaltados pelas provocações feitas pelo PT, que chamou de traidores deputados que votaram a favor da terceirização.

Alta tecnologia

Ao discursar na inauguração da fábrica da Fiat Chrysler, na semana passada, em Goiana, Pernambuco, o alemão Setefan Ketter lembrou que “antes, ali, havia um canavial”, metáfora para mostrar a chegada do progresso. Um usineiro presente observou que o canavial empregava 100% da mão de obra local e produzia etanol, o combustível do futuro.

Base conservadora

Desde a Constituinte de 1988, época do Centrão, não se formava uma base parlamentar de centro-direita tão poderosa na Câmara dos Deputados. São mais 300 deputados, com uma extensa agenda conservadora e um líder forte: Eduardo Cunha. Eles venceram quase todas as votações nas quais se empenharam, testando maiorias crescentes. O grupo tem uma característica importante: não precisa do governo nem da oposição para impor seus pontos de vista.


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