Por O Dia

Como ele resume o problema mais grave da agenda de estados e municípios — falta de dinheiro —, é claro que ganhará tanto destaque quanto o pacote. 

É mais uma conta a ser espetada na gestão da presidente Dilma.

Foi no governo dela que o ministro Guido Mantega cedeu à pressão de governadores e prefeitos para se endividarem, expediente que estava bloqueado desde o Plano Real. Esse sempre foi o caminho mais fácil para o desarranjo fiscal.

Aproveitando-se da debilidade política do segundo mandato, por iniciativa do Senado — a chamada Casa dos Estados — uma série de medidas está estocada para ser autorizada nos próximos meses, em articulação com a Câmara. Vão manter o estresse com o Planalto e mirar o cofre que o ministro Levy protege com determinação e zelo contra quase tudo e quase todos.

Lei das olimpíadas

O Comitê Organizador das Olimpíadas entregará nos próximos dias ao Congresso o projeto da Lei Olímpica, encarregada de regular as principais relações econômicas do principal evento esportivo de 2016. Os pontos mais polêmicos são: proteção às marcas patrocinadoras, estatuto do torcedor e comercialização da meia entrada.

Pátria educadora

Dois especialistas australianos debatem esta semana com os ministros Renato Janine Ribeiro (MEC) e Mangabeira Unger (SAE), equipes técnicas e secretários estaduais de educação as bases da reforma dos currículos do ensino médio como parte do projeto Pátria Educadora. A dupla desenhou a estrutura curricular de seu país.

O caroço da DRU

Se o governo achou a passagem das medidas de ajuste no Congresso um caroço, imagine a operação política para aprovar a prorrogação da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Sem esse mecanismo, subproduto do Plano Real, que libera 20% das receitas federais para livre aplicação por parte do governo, o equilíbrio fiscal é impensável. Por se tratar de emenda constitucional, exige quórum de 308 deputados e 49 senadores e uma demorada tramitação.

O perigo dos dois dígitos

Há dois percentuais se movendo em direções opostas: a popularidade da presidente Dilma para baixo e a aceleração dos preços para cima. No mercado e na academia, ninguém se surpreenderia se o ano terminar com uma taxa de inflação em 9%.


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