Por marlos.mendes

Rio - Cada vez mais, as escolas incluem a sustentabilidade nas salas de aula. Em uma escola pública de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, o aprendizado com enfoque na educação ambiental já dura 30 anos. Desde 2012, porém, o projeto Águas para o Futuro transformou esse incentivo, que era feito com a boa vontade dos professores, em uma política com apoio fixo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Macaé, que corta a região.

O Águas para o Futuro foi criado pelo engenheiro florestal Tom Adnet, de 26 anos, ex-estudante do Colégio Estadual José Martins da Costa, onde o projeto é desenvolvido. Lá, os alunos trabalham em laboratórios com coleta, análise e resultado da água dos rios próximos, como o São Pedro. E as avaliações já geraram consequências positivas, com projetos sociais de estímulo ao saneamento. “Alguns dos riachos já tiveram mudanças na água a partir da reflexão comunitária”, diz Adnet.

Alunos de escola pública de São Pedro da Serra%2C em Nova Friburgo%2C participam da coleta e análise da água em rios que cortam a regiãoDivulgação

Ele conta que, em alguns pontos, porém, a água daquela região não chega a ser balneável. João Pedro Almeida Ribeiro, de 16 anos, é um dos estudantes que participam dos trabalhos de monitoramento de área no laboratório de geotecnologia do colégio. “Tem locais de banho no meio da cidade que, se fossem limpos, seriam uma coisa maravilhosa”, avalia.

O Águas para o Futuro foi um dos oito projetos criados por jovens empreendedores apresentados em um painel organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, no Museu do Amanhã. O evento faz parte da semana ‘Viva a Mata’, cuja 12ª edïção termina hoje, em comemoração ao Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio). Atividades gratuitas e abertas ao público também acontecem em diversos pontos da cidade, com discussões e ações de mobilização e educação ambiental. Especialistas se reúnem para discutir questões técnicas relacionadas à preservação ambiental.

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