Por marlos.mendes

Rio - Cada vez mais os cariocas e fluminenses se rendem ao consumo de orgânicos. Mesmo em tempos de crise, parecem não se importar de pagar, pelo menos, 20% a mais para ter alimentos livres de agrotóxicos e aditivos químicos à mesa. Embalado pelo life style carioca, esse segmento cresce acima que a média nacional na cidade. A previsão para 2016 é de 30% de crescimento no país —ano passado, foi de 20%, segundo a Organics Brasil, contra taxas que variam de 5% a 11% no resto do mundo.

A cidade tem um roteiro com quase 30 feirinhas orgânicas em diversos bairros e ganhou um “clube de consumidores de orgânicos” no ano passado. Até mesmo o supermercado online de orgânicos e naturais Organomix resolveu aderir. E montou uma feirinha que funciona até o dia 28, de segunda a sábado, até as 22h, no Shopping Fashion Mall.

De olho neste mercado crescente, mais de 50 expositores ligados à alimentação e produção sustentável e bioeconomia, como a rede carioca de supermercados Zona Sul, se reúnem de 2 a 4 de junho, na Marina da Glória, durante o Green Rio 2016. O principal evento de negócios sustentáveis da cidade espera receber mais de três mil visitantes e movimentar R$ 6 milhões para o setor. A entrada é gratuita.


Cooperativa recebe mais recicláveis
A cooperativa Rio Oeste, que beneficia diretamente 20 famílias em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, vai incrementar sua produção este ano. 

A White Martins anunciou que vai dobrar a remessa de materiais recicláveis. O aumento em relação a 2015 será de 110%, somando 21 toneladas de papel, plástico, papelão e eletrônicos.
Segundo a empresa, este conteúdo já representa 20% da receita da cooperativa. As doações vêm da Fábrica de Equipamentos Criogênicos (FEC), da White Martins, que fica em Cordovil. A empresa garante que todo o material não contém qualquer tipo de contaminante, ajudando a reduzir o tempo para triagem e separação dos resíduos.

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