Shoppings do Rio apostam em iniciativas sustentáveis

Projetos para reduzir danos ambientais incluem o reaproveitamento de água

Por O Dia

Rio - A sustentabilidade, um dos maiores desafios do milênio, ganha, cada vez mais, espaço nas preocupações dos shoppings do Rio de Janeiro. Projetos de reaproveitamento da água utilizada na refrigeração e do esgoto são alguns exemplos das iniciativas que vêm sendo implementadas pelos centros comerciais da Região Metropolitana.

No Rio Sul, em Botafogo, funciona uma estação de reaproveitamento da água de esgoto, que passa a ser utilizada no sistema de ar condicionado. Com isso, são economizadas 4 mil caixas d’água, com mil litros cada, por mês — o equivalente a 15% do consumo. “Reduz a utilização do sistema convencional e ajuda a poupar o meio ambiente”, esclarece o superintendente do shopping, Márcio Werner.

O Rio Sul desenvolve o ecoturismo no vizinho Morro da Babilônia%2C gerando renda para a comunidadeDivulgação

Na Baixada Fluminense, a mais de 40 quilômetros do Rio Sul, o recém-inaugurado Shopping Nova Iguaçu propaga valores semelhantes. A água do ar condicionado lá volta para a própria torre de resfriamento, de modo autossustentável, e o projeto de reaproveitamento de esgoto deve entrar em vigor até o fim do ano. Administrado pela Ancar Ivanhoe, o Nova Iguaçu, que pretende ser o primeiro shopping ecossuficiente da região, tem a sustentabilidade como pilar desde o início.

“Ele foi pensado para que já nascesse dessa forma, com reciclagem, geração de energia, redução de consumo de energia, mictórios a seco”, explica a gerente nacional de operações da empresa, Jaqueline Bazani. Outra economia feita pelo empreendimento da Baixada é a de luz. A fachada, com mais de 800 metros quadrados de vidro, diminui a quantidade de energia elétrica necessária para iluminar o local.

Também administrado pela Ancar, o Nova América é outro shopping com projeto de reaproveitamento. No terraço daquele local, o telhado verde funciona com adubo feito a partir de restos de alimentos consumidos na praça de alimentação. São colhidos, ali, produtos como alface, abobrinha, pimentão, morango, entre outros, que servem de alimento para os funcionários da empresa.

Investimento no ecoturismo

Para além da economia de água e energia, outra tendência dos shoppings é a de desenvolver iniciativas que zelem pelas comunidades próximas. “É uma parceria com os moradores, uma forma de retribuir para a sociedade”, pondera Márcio Werner. O Rio Sul, em parceria com a Prefeitura do Rio e o projeto Coop Babilônia, no morro de mesmo nome, no Leme, afirma que já reflorestou o equivalente a mais de 60 campos de futebol da mata local. “É um exemplo positivo de parceria entre governo, empresa privada e comunidade. Um exemplo a ser seguido por todas as empresas”, opina o presidente da Coop Babilônia, Carlos Antônio Pereira, o Palô.

Paralelamente ao reflorestamento, o ecoturismo é desenvolvido na região com a organização de passeios por trilhas. Os guias turísticos das trilhas são moradores da própria comunidade, que também tem ganho com o fluxo de visitantes, já que aumenta o consumo em bares e restaurantes locais. O Rio Sul investe entre R$ 500 mil e R$ 600 mil por ano nesses projetos no Morro da Babilônia.

Reportagem do estagiário Caio Sartori

Últimas de _legado_Notícia