Siderúrgica recebe licença permanente em Santa Cruz

Pescadores e ambientalistas lamentam. Empresa comemora

Por O Dia

Rio - Após uma longa batalha travada com ambientalistas, pescadores e comunidades, a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico, localizada em Santa Cruz, recebeu na última quarta-feira a sua licença de operação permanente. O licenciamento, emitido por cinco anos pela Ceca (Comissão Estadual de Controle Ambiental), ligada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), pode ser revogado caso seja comprovada alguma irregularidade.

Presente à sessão que aprovou a licença, o pescador Elias de Deus, de 40 anos, relatou que os problemas de saúde persistem e se agravam. E denunciou que está sem trabalhar há mais de um ano por conta da construção de uma soleira no Canal do São Francisco, na Baía de Sepetiba. A obra foi capitaneada pela tkCSA, por meio da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Santa Cruz e Adjacências (Aedin).

Para Gabriel Strautman, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), a Ceca não levou em conta as violações de direitos cometidas pelo empreendimento e o fato de que medidas firmadas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitia o funcionamento da siderúrgica não tenham sido efetivadas até hoje.

Em nota, a tkCSA informou que o licenciamento foi concedido “após o Inea atestar que todos os requisitos ambientais foram cumpridos pela empresa”. E destacou o seu papel econômico e social: “A tkCSA é um dos complexos siderúrgicos mais modernos do mundo e emprega mais de 6 mil pessoas – cerca de 4 mil empregos diretos – a maioria mora na Zona Oeste. A empresa também gera mais de 10 mil empregos indiretos”.

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