Por clarissa.sardenberg
Rio - O alerta de que metade dos cariocas pode sofrer com a chicungunha neste verão, feito na semana passada por autoridades de saúde, assustou muita gente. Mas não é só do mosquito da dengue, zika e chicungunha que a população deve se prevenir. Enfermidades como conjuntivite, desidratação, insolação, micoses, intoxicação alimentar, infecção urinária e cálculo renal crescem neste período.
Os casos de cálculo renal, conhecidos como “pedra nos rins”, por exemplo, aumentam em, pelo menos, 30% nesta época do ano. “Isso ocorre porque a temperatura elevada provoca maior perda de líquido, por meio do suor. As pessoas acabam não consumindo a quantidade de água necessária”, explica o urologista Mauricio Rubinstein, professor doutor em Medicina pela Uerj.
Verônica sofreu com insolação. Para evitar o problema%2C agora não dispensa o boné quando se expõe ao solAcervo Pessoal

O calor e a umidade também proporcionam condições ideais para a proliferação de vírus e bactérias que causam doenças. “Com isso, tanto a higiene pessoal quanto alimentar merecem atenção redobrada nesta época do ano”, afirma o infectologista José Ribamar Branco, do Hospital São Camilo (SP). Ele explica que a alta incidência solar e a falta de higiene e de saneamento são os principais responsáveis pelo crescimento de casos das chamadas doenças de verão.

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A estação começou com um incômodo para a professora universitária Verônica Mayer, de 51 anos. Dias antes do Ano Novo, ela começou a sentir mal estar e tonturas. “Eu tinha ido à praia. Fiquei muito tempo exposta ao sol, mais do que estou acostumada. Também não tinha me hidratado naquele dia. Foi o que bastou para pegar uma insolação”. Verônica não tinha tomado medidas, que os especialistas previnem para se tomar durante o verão.
Outra doença comum no verão é a conjuntivite. Para o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, as aglomerações nas praias e piscinas aumentam a incidência de conjuntivite, além de facilitar o olho seco evaporativo e a ceratite, inflamação na córnea”. A profissional de Educação Física Katia de Siqueira, 55, foi detectada com a doença. “O médico me explicou que nos dias quentes acaba piorando e também meus olhos estão mais inchados”, contou.
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*Reportagem da estagiária Marina Cardoso