Estudantes de teatro acusam Danielle Winits de estelionato

Cada aluno foi obrigado a pagar R$ 1.650 para fazer um curso de três dias de duração

Por O Dia

A coluna foi procurada por alguns estudantes de artes cênicas acusando a atriz Danielle Winits de ter lançado, em 2015, ao lado dos produtores Ana Dias e Marcelo Rocha, no Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um workshop em que seleciona os melhores talentos nas artes dramáticas para serem levados a uma casa no Rio de Janeiro, que se chamaria Casa Winits, para o aprimoramento dos talentos.

Danielle WinitsAg. News

Cada aluno foi obrigado a pagar R$ 1.650 para fazer um curso de três dias de duração. Ao final, cerca de nove pessoas foram selecionadas em 2015. Mas até agora ninguém foi chamado.

Os sócios do projeto não dão aos alunos explicações plausíveis sobre por que até hoje a Casa Winits não saiu do papel. Nenhum aluno quis revelar sua identidade com medo de retaliação. A coluna entrou em contato com um telefone celular disponível na internet (não há um endereço físico) e a informação é que o início dos trabalhos deve acontecer em fevereiro, mas o local ainda não foi definido: “Talvez seja na Olegário Maciel (na Barra)”, disse uma atendente.

Segundo o código penal brasileiro, se for comprovado que os alunos foram lesados, o crime configurado é o famoso 171: estelionato, com pena prevista de um a cinco anos de prisão.

A coluna procurou a TV Globo, que informou que a atriz não faz mais parte do casting da emissora. Procuramos, então, a assessoria de imprensa de Daniele, mas ela não existe. Fomos trás do empresário da atriz, Rogério Naves, que disse que não tem autorização para comentar ou passar qualquer informação. A gente também entrou em contato com a atriz através do aplicativo Whatsapp, mas Dani também não respondeu até o fechamento desta edição. No nome da atriz, consta apenas uma empresa aberta: a Winits Produções Artiísticas Ltda — Epp, que ela usa para emitir notas fiscais de seus trabalhos como atriz.