OAB-RJ tem queda no número de advogados por conta de operações contra corrupção

Desvios de conduta de alguns profissionais atingiram em cheio organização. No próximo dia 20, a Ordem vai decidir sobre os casos de Thiago Aragão, ex-sócio do escritório da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, investigado por participar em esquema de corrupção com empreiteiras, e Flávio Godinho

Por O Dia

Rio - Em tempos de Lava Jato e outras operações, a advocacia foi atingida em cheio. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) suspendeu por 90 dias Márcio André Mendes da Costa, fundador e ex-presidente do Grupo Galileo envolvido com a Universidade Gama Filho — que responde por desvio de recursos dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Postalis(Correios) de mais R$ 90 milhões — e Ricardo Magro, dono da refinaria de Manguinhos, que teve relacionado a seu nome seis empresas em paraísos fiscais.

Dia 20, a Ordem vai decidir sobre os casos de Thiago Aragão, ex-sócio do escritório da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, investigado por participar em esquema de corrupção com empreiteiras, e Flávio Godinho. Ele é acusado de ser um dos operadores dos negócios escusos das empresas de Eike Batista.

A propósito, a OAB abriu procedimento contra Jonas Lopes Neto, delator com o pai, o conselheiro Jonas Lopes, do maior escândalo de corrupção dentro do Tribunal de Contas do Estado. Neto deve perder a carteira da Ordem.