Por adriano.araujo

Rio - O juiz do 3º Tribunal do Júri, Alexandre Abrahão, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ) contra os policiais militares cabo Fabio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno, acusados dos assassinatos de Julio Cesar Ferreira de Jesus e Alexandre dos Santos Albuquerque. Os militares foram flagrados atirando nas vítimas, que seriam traficantes e estavam caídas no chão feridas. Entretanto, eles vão responder em liberdade.

O crime aconteceu no dia 30 de março em frente a Escola Municipal Jornalista Escritor Daniel Piza, em Acari. As imagens de um cinegrafista amador registraram os PMs disparando contra os dois homens, enquanto dentro da escola Maria Eduarda Alves da Conceição foi baleada e morta durante o tiroteio.

Na decisão, Abrahão, expediu ainda o alvará de soltura de Dias e Centeno. "Este processo revela delicada polarização. No seu bojo repousa uma agressiva colisão de “visões de justiça”. Os oponentes, embalados pela cega paixão puseram de lado o devido processo estabelecido pela legislação vigente para dar azo aos seus 'julgamentos'", escreveu o magistrado. O juiz determinou que os militares compareçam mensalmente no juízo e proibiu de ficarem fora de casa após às 22h. Abrahão observou, ainda, que eles devem evitar bares, festas e outras atividades com muitas pessoas.

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