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Lei dura para trabalhador

Para a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Cléa Couto, as mudanças da Reforma Trabalhista são leoninas para os empregados

Por thiago.antunes

Rio - O trabalhador vive a expectativa de votação da Reforma Trabalhista no Senado hoje ou ainda esta semana. Mas, para a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Cléa Couto, as mudanças são leoninas para os empregados.

Uma delas seria a de quem ganha R$ 11.062 ou mais passe a negociar as cláusulas do contrato de trabalho direto com o patrão. 

Com a palavra - Cléa Coutro, presidente da Amatra 1

Cléa Couto%2C presidente da Amatra 1Joana Ferreira / Amatra 1


Como a senhora avalia a votação nesse momento turbulento?

Há pedidos de impeachment e cassação da chapa Dilma-Temer. Os agentes envolvidos na mudança respondem a denúncias de corrupção. Não há legitimidade ética. Essa votação sinaliza de forma péssima internacionalmente.

Quais são os piores pontos em jogo?

Quem trabalha em um bufê, por exemplo, vai ficar à disposição do patrão, mas não saberá quanto vai receber.

A reforma é para agradar ao empregador?

Sim. Quem tiver salário de R$ 11.062 negociará com o patrão e terá que escolher a justiça arbitral.

A Justiça do Trabalho perde importância?

Vai virar Justiça Administrativa. É claro que, na hora de ser contratado, o trabalhador vai aceitar as regras impostas pelos patrões. As pessoas precisam ficar atentas às mudanças leoninas. Sindicatos perdem força, quando deveria ter uma reforma nesse sentido anterior.

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