Caso Fuspom: advogado se retrata por suposta acusação

Acusação atingia Ministério Público

Por O Dia

Rio - O advogado Joel de Lima Pinel Júnior pediu desculpas ao promotor Cláudio Calo no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e ao advogado Felipe Caldeira.

Júnior foi acusado por Orson Welles, um dos delatores do desvio de verba do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom), de ter dito que havia esquema de propina envolvendo Calo, Gaeco e Caldeira.

Apesar do pedido de desculpa em carta, Júnior atribuiu a Welles a responsabilidade pela declaração. “Faço crer que as mentirosas palavras colocadas em minha boca minha boca contra qualquer autoridade pública pelo Sr. Orson Welles não prevalecerão”, afirmou em um dos trechos. Júnior defendia o pai o Joel de Lima Pinel, o empresário Themístocles Tomé da Silva Neto e Cainã Albuquerque Pinel, réus em processo do Fuspom na Justiça, mas declarou que renunciou à causa.

Themístocles e Joel de Lima Pinel tiveram a prisão preventiva decretada pela juíza Tula Mello, da 20ª Vara Criminal, por ameaçar de morte Welles, que foi lotado na Secretaria de Governo do Estado. Segundo decisão da magistrada, Orson relatou que Themístocles foi taxativo: “Já sei onde você malha. Negô, vai te matar”.

Dívida

Mesmo responsabilizando Welles pela declaração, Júnior disse que devia um pedido de desculpa. “Aproveito a oportunidade para me retratar de quaisquer palavras, gestos ou expressões que tenham de qualquer modo, ainda que indiretamente, afetado negativamente a reputação ilibada de qualquer membro do Ministério Público”, escreveu em outro trecho.

CLIQUE PARA LER A RETRATAÇÃO NA ÍNTEGRA

A juíza Tula Mello classificou a declaração de Júnior contra o Gaeco e o advogado Felipe Caldeira como ‘uma evidente intenção de atrapalhar o feito’.
Em nota, o MP ressaltou que Júnior confessou na 20ª Vara Criminal que não

está com ‘saúde emocional’ e ‘condições psíquicas’, como mostra documento entregue à Corregedoria do órgão. Themístocles e Joel são proprietários da Micro View Comércio e Representacões de Produtos Médico-Hospitalares Ltda e Bioalpha Serviços e Comércio de Materiais Médico-Hospitalares Ltda.

Eles respondem por corrupção ativa no esquema do Fuspom. Enquanto, Welles era lobista dos empresários na quadrilha que lesava o fundo.