Conta social: moda ‘verde’ de todas as cores

Mercado é o segundo que mais polui. Para mudar, estilistas partem para produção sustentável

Por O Dia

Rio - Renovar o guarda-roupa é bom, mas já pensou o quanto as roupas usadas e descartadas viram lixo e poluem o meio ambiente? A conta é surpreendente: em média, são necessárias cinco décadas para um tecido normal se decompor na natureza. Na contramão do desperdício e por uma moda cada vez mais limpa, diversas marcas surgem no mercado com a meta de inserir, de uma vez por todas, a sustentabilidade na cabeça e no corpo dos consumidores.

Espaço Malha recebe marcas que reaproveitam tecidosDivulgação

A estilista Ana Elisa Santana, da Picê Ateliê, que está há dois meses no ramo sustentável, utiliza na fabricação de suas peças de lingerie, material completamente reciclado, com sobras de matéria-prima, algodão orgânico e até tecidos feito de PET. A decomposição dessas peças na natureza é de apenas três anos, 47 a menos do que um tecido normal.

“Conscientizar a moda sustentável é um trabalho de formiguinha. É preciso que, cada vez mais, as pessoas utilizem o produto para chamar atenção de outras”, contou Ana. Ela também comercializa biojoias— cordões com pingente de madeira de demolição com óleos essenciais naturais, que substituem o perfume e não agridem o meio ambiente.

A indústria da moda é a segunda que mais polui no mundo, perdendo apenas para o petróleo. Para ajudar a diminuir essa estatística, grandes e pequenas empresas têm investido em parcerias com iniciativas sustentáveis. A Malha, movimento independente de moda colaborativa, em São Cristóvão, é exemplo disso.

Em um ano de existência, o espaço, que une estilistas, empreendedores e consumidores, já recebeu a contribuição de 150 marcas, que tem como principal lema o reaproveitamento de material para confecção de novas peças de roupa e acessórios. 

O troco que faz a diferença

As lojas Pão de Açúcar lançaram o ‘movimento arredondar’, em que clientes vão poder doar os centavos de suas compras, no valor máximo de R$1, para organizações que atuam com educação e alimentação saudável. No Rio, um dos beneficiados é o Projeto Roda Viva, do Complexo do Borel, que promove a cidadania de crianças e adolescentes com alta vulnerabilidade social. Em 2016, foram arrecadados mais de R$ 256 mil com a campanha. 

Doação de sangue coletiva 

Durante o recesso escolar, colaboradores da Sociedade de Beneficência Humboldt, mantenedora do Colégio Cruzeiro, doaram sangue ao Hemorio. A iniciativa faz parte da programação do curso de formação continuada, que também conta com palestras e oficinas. O objetivo da ação é criar uma atmosfera de respeito, solidariedade e ajuda ao próximo.

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