Os guardiões da Pedra do Osso

Com foco no controle de incêndio, voluntários atuam nas trilhas do Parque da Pedra Branca

Por O Dia

Rio -  Por trás do verde nos mais de 12 mil hectares do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste, um grupo de voluntários faz toda a diferença. Com enxadas, ancinhos e pás em mãos, a equipe da ONG Palma se aventura nas trilhas da Pedra do Osso, na região de Realengo, pelo menos uma vez por mês, com a principal missão de criar novos caminhos na mata para controle de incêndio. O trabalho ganhou tanta notoriedade que, em breve, terá mais uma etapa: o reflorestamento. 

Trajeto para a Pedra do Osso dura 1h30 e as ações da ONG são realizadas pelo menos uma vez por mêsDivulgação

Em parceria com um morador de Realengo, que tem um sítio em um dos acesso ao parque, a ONG dará início ao projeto de plantação de mudas para o equilíbrio da vegetação. “Vamos chamar um engenheiro florestal para medir a área, ver a quantidade de mudas para a região e o tipo de plantação”, explicou o sócio- fundador da Palma, Lincoln Tesch, que espera reunir patrocinadores para a nova missão. “Fazemos tudo até agora com ajuda de voluntários e a verba é do nosso próprio bolso”, completou.

Voluntários engajados

O projeto de manejo da ONG no núcleo Piraquara, que abrange três trechos de Realengo a Campo Grande, existe há um ano. Na última edição, na semana passada, mais de 15 voluntários marcaram presença.

O trabalho dura um final de semana. O grupo faz a trilha, de aproximadamente 1h30, no sábado pela manhã, dorme em uma base no alto do Parque, e volta no dia seguinte.

“Recebemos pessoas de todas as idades e de vários bairros. Muitos vão para conhecer a Pedra do Osso, mas acabam se encantando pelo trabalho e saem com aquele sentimento de colaboração com a natureza”, contou Lincoln.

Na quinta-feira, a ONG recebeu autorização do Parque para criar uma base para sede da oficina de manejo. O objetivo é capacitar os voluntários com diversas técnicas, como sobrevivência florestal e educação ambiental.

“A região que trabalhamos é muito quente e sofre com queimadas. Como há incidência de muito capim, nosso trabalho é extremamente braçal, pois temos que separar a mata para que o fogo não alastre”, apontou Tesch.

A ONG também faz a limpeza do mato, abre novos traçados com a confecção de degraus de pedra e protege a flora e fauna nativa. Para o futuro, a Palma quer construir uma outra base, sustentável, para abrigar um museu de fotografias do parque. 

Se você quer ser um voluntário da ONG Palma, acesse a fanpage da instituição no site: www.facebook.com/palma.021

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