TRE nega liberdade para Garotinho

Ex-governador seguirá cumprindo prisão domiciliar em Campos

Por O Dia

Rio - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou, por liminar, o pedido de liberdade do ex-governador Anthony Garotinho. Com a decisão, desta segunda-feira, Garotinho continua em prisão domiciliar em Campos dos Goytacazes.

Ele foi preso enquanto apresentava seu programa diário, na Rádio Tupi, em São Cristóvão, no dia 13.  Além da prisão, Garotinho entregou celulares e o passaporte, por estar proibido de deixar o país, e não pude usar a Internet.

No dia 11 de novembro do ano passado, ele já havia sido preso suspeito de envolvimento em um esquema de compra de votos. Segundo a polícia, uma associação criminosa foi montada para fraudar as últimas eleições no município de Campos, em que foi eleita a ex-governadora Rosinha Matheus.

À época, ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá. O primeiro mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, na Operação Chequinho da Polícia Federal, que investiga o uso eleitoral do programa "Cheque Cidadão".

Treze dias após a prisão, o ex-governador foi solto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogou a decisão e impôs uma fiança de R$ 88 mil para que ele ficasse em prisão domiciliar. 

Em junho, a Justiça Eleitoral do Rio negou o pedido de prisão preventiva do ex-governador do Rio. O pedido feito pelo Ministério Público Estadual de Campos dos Goytacazes alegava que Garotinho estava ameaçando uma testemunha do caso que investiga o uso do programa assistencial Cheque Cidadão para fraudar a eleição municipal do município.

A suposta ameaça foi relatada pela radialista Elizabeth Gonçalves em depoimento à polícia em maio. Outra acusação feita pelo promotor é de que Garotinho estivesse usando seu blog para atacar testemunhas ainda não ouvidas no processo.

Em nota, o advogado de Garotinho, Carlos Azeredo, afirma que vai recorrer da decisão no Tribunal Regional Eleitoral.

"É preciso deixar claro que os desembargadores do TRE negaram, nesta segunda-feira, apenas a liminar do Habeas Corpus, sem julgar o seu mérito.
Carlos Azeredo volta a afirmar que todo esse processo é fruto de perseguição política, o que será facilmente constatado pelos ministros do TSE." O advogado lamentou que Garotinho continue impedido de trabalhar como radialista e, "assim, não possa sustentar sua família".