Justiça liberta Rosinha Garotinho

Ex-governadora do Rio foi liberada por unanimidade

Por O Dia

Rio - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por unanimidade, decidiu, agora há pouco, libertar a ex-governadora Rosinha Garotinho. Mas, pelo mesmo placar, a Corte manteve a prisão do ex-governador Anthony Garotinho, marido de Rosinha. Eles são acusados de integrar esquema de arrecadação de propina, com direito a braço armado e acordo político com o Partido da República (PR), para garantir eleições da legenda. O grupo JBS teria irrigado a estrutura com contrato fraudulento de R$ 3 milhões. Rosinha não vai poder deixar o Rio. Terá que recolher em casa após às 22h.

"Ela trabalha na Rádio Tupi, então tem que ficar no Rio. É uma vitória porque Rosinha e Garotinho são perseguidos", afirmou o advogado do casal, Carlos Azeredo, que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a liberdade de Garotinho. Também pedirá a Corte superior que revogue as medidas restritivas impostas à Rosinha pelo TRE.

Em relação a Garotinho, a desembargadora Cristiane Frota alegou, em seu voto, que "as medidas cautelares diversas da prisão não se mostram suficientes para resguardar a adequada e necessária instrução criminal". Rosinha e Garotinho foram presos, dia 22, pela Polícia Federal na operação batizada de Caixa D'Água.

Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Eleitoral à Justiça. Além dos mandados de prisão, foram expedidos dez de busca e apreensão para Rio e São Paulo e determinou bloqueio de bens de Garotinho, Rosinha, dos denunciados e das empresas Macro Engenharia e Ribeiro Azevedo Construções até R$ 6 milhões. Policial civil aposentado Antônio Carlos Ribeiro da Silva, o Toninho, é apontado como o braço armado do grupo que pressionava empresários a manter o caixa dois da organização criminosa. Ele é sócio da Ribeiro, que manteve contratos com a Prefeitura de Campos.