Por O Dia

Maricá sedia, a partir da próxima quinta-feira,a II Jornada Esportiva Cultural Indígena (JECI 2017). Serão quatro dias de competições entre tribos de vários estados, num evento com o apoio do Ministério dos Esportes, num convênio com a Secretaria de Esportes, da Prefeitura de Maricá. Os jogos acontecem na aldeia Tekoa Ka’ Aguy Ovy Porã (Aldeia Mata Verde Bonita), na Restinga em São José do Imbassaí. A programação completa está no site www.marica.rj.gov.br.

O encontro ainda contará com shows de Guilherme Arantes (sábado, dia 24) e de artistas locais nos demais dias, exibição de filmes e documentários, danças, lutas, gastronomia indígena — como o biju (tipo de tapioca feita de aipim) e o xipá (massa frita feita com farinha de trigo, água e sal) —, além das competições esportivas.

Segundo os anfitriões, a festa vai reunir 16 tribos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo em diferentes etnias, como tupiniquim, patachó e guarani. Assim, os maricaenses vão conhecer um pouco dos costumes e tradições dos diferentes índios do Brasil. Cerca de 70 profissionais vão trabalhar na organização. A elaboradora do projeto e coordenadora de eventos Marcela Policiano acredita que o evento vai deixar um legado para a cidade. “Por causa do evento, a tribo recebeu iluminação pública e uma torre de wifi”.

A abertura simbólica, com a chama olímpica em totem indígena, ocorrerá na quinta-feira, a partir das 20h. Mas as apresentações de filme, da Bateria da Escola de Samba União de Maricá e das delegações e cânticos indígenas, começam mais cedo, às 16h. O primeiro dia de festa termina com a apresentação da cantora Jô Borges.

Aldeia indígena Mata Verde Bonita%2C em São José do ImbassaíFernando Silva/Divulgação

Nos demais dias de Jornada, a programação acontece sempre das 9h às 20h, com a participação das tribos convidadas e 43 atletas da aldeia nas disputas de futebol, arco e flecha, arremesso com lança, natação, atletismo, cabo de guerra (masculino e feminino), luta corporal e maracá (masculino e feminino). No ano passado, o 'time da casa' conquistou as disputas de cabo de guerra e corrida de toras. Os shows acontecem logo após as competições.

O cacique Darcy Tupã Nunes Oliveira disse que a Jornada é a realização de um sonho. “Esse é um encontro do povo:índio, quilombo, caiçara e eu acredito que a Jornada Cultural traz muita riqueza para a cidade, através do conhecimento e da etnia de cada povo. Nós somos os campeões da corrida com tora e do cabo de guerra e queremos contar com o povo todo de Maricá gritando nosso nome para mantermos o título”, disse Tupã.

O secretário de Esportes, Filipe Bittencourt, disse que, com a Jornada Esportiva Cultural, o povo tem uma excelente oportunidade para prestigiar a cultura indígena em Maricá. “Além de fomentar a importância do esporte, o evento vai permitir que as pessoas conheçam a performance desses atletas, compreendendo a importância das pinturas corporais que usam nas competições, assim como suas tradições do dia a dia. Será um evento para toda família prestigiar o que só conhecia através dos livros”.

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