01 de janeiro de 1970
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LANÇAMENTO DO ANO

Por O Dia

O pequenino da Renault se encaixa como uma luva no momento e nos espaços das cidades. O baixo preço de aquisição e manutenção definem vantagens claras para quem deseja um carro moderno, bonito e com o melhor consumo entre os compactos de entrada.

O gol da Renault, sem trocadilho, foi experimentado em seu habitat. O tráfego moroso de São Paulo, onde mostrou desenvoltura nas saídas de sinais, boa ergonomia e oferta de equipamentos. O modelinho abusa da relação peso/potência com pouca massa puxada por um motor moderno, de três cilindros e caixa manual de cinco marchas. A potência de 66 cv com gasolina e 70 cv quando usa etanol é mais do que suficiente para a agilidade urbana, graças ao baixo peso do conjunto.

Por dentro dele, é claro, o projeto se rende ao baixo custo, mas sem agredir a vista. Há plastico duro nas portas e painel e uma incômoda vibração, característica dos propulsores que usam números ímpares de cilindros. Mas nada alarmante. Os espaços são generosos até para quem anda atrás e no porta-malas, onde cabem 290 litros, mais que a maioria dos pequenos. Milagres do novo projeto, adaptado a partir do Kwid indiano, considerado um caro inseguro nos crash tests. Para o Brasil, dezenas de modificações elevaram o peso e a segurança, com airbags frontais e laterais de série, além do obrigatório ABS nos freios. Descuido no item de conforto que é o quarto pedal, um simples ressalto na lataria interna, à esquerda do motorista, que entrega mais conforto a quem dirige.

O desenho agradável lembra a família. Algo de Sandero, algo de Duster, principalmente na altura, fornecem argumento para o mote SUV urbano, que é explorado pelo marketing.

O desempenho do Kwid nas vendas foi antecipado pelas pré-vendas, que assinalaram 8 mil pedidos e a marca já se prepara para o terceiro turno na fábrica do Paraná, para atender à grande demanda.

Modelo de grande série acessível, o Kwid promete também mudar o perfil de participação da marca, que poderá avançar para o terceiro ou segundo lugares até o fim do ano que vem.

Os preços começam em R$ 30 mil, com o modelo 'pelado', focado em frotistas e passa pelos R$ 35 mil, já com ar e vidros elétricos na frente, chegando aos R$ 40 mil no topo, Intense, que pode ter até multimídia.

Grande tacada da Renault, com a cara do brasileiro.