'Vou ficar para sempre na cozinha'

Campeã do 'MasterChef', Michele Crispim admite ter se inspirado em receita de sobremesa de chef famosa

Por O Dia

Um sonho distante que se torna realidade. Essa é a frase que resume o sentimento da campeã do 'MasterChef Brasil' Michele Crispim. "É difícil entrar, que dirá vencer", analisa. A catarinense de 28 anos conta que era fã da atração e que foi a primeira vez que se inscreveu. "Sempre acompanhei o programa. Terça lá em casa, era dia de cozinhar. Por isso, é um verdadeiro sonho".

Ao derrotar a carioca Deborah Werneck, a vencedora levou para casa o troféu da atração, R$ 200 mil, uma bolsa de estudos na escola de gastronomia Le Cordon Bleu, em Paris, e um vale-compras de R$ 1 mil por mês em uma grande rede de supermercados. "A vida mudou em uma noite. No dia seguinte, dormi apenas três horas. E se fosse preciso, nem teria dormido. É um momento incrível e tenho que aproveitar tudo", analisa. "Minha família está aproveitando também, passeando por aqui. E se sentindo um pouco artista", diverte-se.

POLÊMICA E FUTURO

A morena derrotou Deborah na competição que incluía o preparo de uma entrada, prato principal e sobremesa, esta última, o motivo de rápida polêmica na internet. Michele preparou um tartar de abacaxi com tapioca e baba de moça, que foi elogiadíssimo pelos chefs. Na edição que foi ao ar, a morena não menciona que a receita foi inspirada numa sobremesa da chef Bel Coelho, que se pronunciou dizendo que ela não havia mencionado a autoria. Mas logo depois, o mal-estar foi desfeito. Michele admitiu a inspiração, e a chef confirmou a referência e a parabenizou.

"Foi a Bel que me inspirou nessa sobremesa, claro. Sou uma cozinheira amadora. Estou estudando muito desde o início, aprendendo com os grandes chefs. Tenho livros da Bel, da Paola (Carosella) e de outros", revela.

Sobre os 'haters' e críticas na rede, Michele tira o que é bom e só se preocupa com o futuro que vai poder construir. "A torcida, o amor que recebo é tão maior. Entrei no programa insegura. Com o conhecimento, a experiência lá, as observações dos chefs, me transformei. Hoje, confio em mim. Vou para França estudar, e embora minha cozinha tenha influência francesa, quando voltar quero abrir um restaurante de comida brasileira", confidencia. "Mas primeiro desejo estagiar em um grande restaurante. Vou construir meu caminho sólido", garante. E será que algum chef já fez a oferta de estágio? "Disso não posso falar ainda", faz mistério. "O que posso dizer é: vou ficar para sempre na cozinha agora. É só o começo".

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