Miss Brasil é vítima de racismo nas redes sociais

Por O Dia

Pela primeira vez na história do Miss Brasil, uma negra passou a coroa para outra negra — mas o que deveria ser motivo de celebração e orgulho nacional deu gás a racistas nas redes sociais. Representando o Piauí, a estudante Monalysa Alcântara, de 18 anos, desbancou as outras 26 adversárias e vai a Dubai disputar o Miss Universo, ainda sem data marcada.

A piauiense é a terceira negra a vencer o concurso, realizado na noite de sábado, no Teatro Vermelhos, em Ilhabela, no litoral de São Paulo.

representante do Piauí  que teve Miss Rio Grande do Sul, Juliana Mueller, e Stephany Pim, do Espírito Santo, nas segunda e terceira colocações. Com 1,77 m e 57 kg, Monalysa irá defender o Brasil no concurso Miss Universo.

 

Monalysa Alcântara, Miss Brasil

Reprodução/Facebook

Racismo na Web

Mas nem tudo foram flores na conquista da estudante. Nas redes sociais, alguns internautas criticaram a escolha em detrimento de outras candidatas, como a gaúcha Juliana Mueller, que é branca. Alguns dos comentários foram carregados de conotações racistas. O que chamou mais atenção foi a publicação de uma usuária do Twitter, que afirmou que a Miss tem "cara de empregadinha". O tuíte não está mais disponível.

 

Usuária afirmou que Monalysa tem "cara de empregadinha"

Reprodução/Twitter

No Facebook, um rapaz publicou questionando a "brasilidade" de Monalysa "então as brasileiras caucasianas não são brasileiras?", escreveu. No fim, declarou torcida para a Miss Argentina, que "me representa e representa a parte brasileira que não possui a 'brasilidade'".

 

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