Por karilayn.areias

Rio -  O ambiente de negócios é fundamental para o investimento. Ninguém coloca seu dinheiro onde o capital sofre hostilidades, onde não existem ordem e segurança jurídica e onde prevalecem preconceitos contra o lucro e há grande gula fiscal.

O que faz agravar a crise brasileira é que as parcerias estão sendo propostas ainda com base em editais feitos nos “anos bolivarianos” do PT. Claro que os empresários entraram numa aventura temerária, prova está que andam perdendo dinheiro, devolvendo concessões, vendendo o que pode ter comprador.

Dentro deste quadro, como esperar novos licitantes? Apesar de o mundo estar receptivo ao capital, que, agora, abunda no mercado.

Ninguém percebe que a economia mundial vem se recuperando, e a nossa, afundando. Não se imagina que estamos perdendo terreno até para os vizinhos Paraguai, Peru e Argentina, que crescem. E o Chile, pós-eleições, deve voltar a ser forte concorrente, com base em fundamentos positivos implantados pela turma de Chicago, que sucedeu ao caos socialista, em 1974.

O egoísmo de uma pretensa elite intelectual e abonada, indiferente às dificuldades sociais e às ameaças institucionais, vai nos levando a essa farra de irresponsabilidade fiscal, com falta de ética e politicagem tribal. Tudo em nome de uma democracia que, na verdade, está se tornando inviável. Sempre que falta pão, a liberdade corre riscos.

A moda é desgastar militares, cortando verbas, mantendo a prática de entregar o Ministério da Defesa a um suceder de homens públicos oriundos da esquerda marxista, embora sérios; desmoralizar empresários, acuar o agronegócio com a tolerância à violência rural por parte de movimentos revolucionários, como MST, no único setor que cresce, apesar do apagão na infraestrutura. E a mesma coisa acontece na classe política, embora ainda haja uma base de políticos corretos, de mãos limpas.

A democracia corre riscos quando as instituições públicas e as privadas se desgastam. A imprensa, tão injustamente criticada, ainda é plural o suficiente para garantir um clima saudável de liberdade.

Precisa-se de coragem para definir rumos, para tocar a economia no tom do momento em que o mundo vive, em que até nações comunistas como China e Vietnã acolhem investimentos e geram emprego e riqueza. Nós continuamos no nacionalismo caboclo e no sentimento hostil ao capitalismo.

Assim só podemos mesmo conviver com o risco de acabar em Caracas...

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