A partir de agora, os cardiologistas terão novos parâmetros, mais rígidos, para delimitar a medida de colesterol ruim (LDL) em exames

Por O Dia

Nilson foi orientado por CarlaDivulgação

Rio - Sabe aquele papo do ‘meu colesterol está alto’, ‘o meu está baixo’? Pois é. Os padrões desse tipo de gordura produzida no fígado (70%) e pelos alimentos (30%), presente em todas as células do corpo e que exerce funções vitais, mudou. A partir de agora, os cardiologistas terão novos parâmetros, mais rígidos, para delimitar a medida de colesterol ruim (LDL) em exames. E para manter as taxas regulares, nutricionistas dão dicas de alimentos amigos do colesterol, como castanhas e nozes, e alertam para os vilões da dieta, como por exemplo, o excesso de sal.

Para quem já sofreu infarto, AVC, derrame ou amputações, por conta de doenças arteriais com risco ‘muito alto’, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é que o colesterol nessas pessoas não passe de 50 miligramas por decilitro (dl) de sangue.

Antes, o tolerável era de 70 miligramas. Mas qual o segredo da alimentação para que os novos parâmetros sejam alcançados? “
"Substituir o consumo de gorduras saturadas por gorduras monoinsaturadas, como a do azeite e do abacate, ajudam nos níveis de colesterol total e LDL", garantiu a nutricionista Carla Wilma de Moraes.

Para evitar hipertensão e aumento dos níveis de colesterol, o plano alimentar precisa ser rico em frutas e vegetais, além de alimentos lácteos sem gordura ou com baixo teor de gordura saturada.

“Produtos integrais e oleaginosas, como castanhas e nozes, de quatro a cinco vezes por semana, também são indicados. O sal de adição (em saleiros) e produtos industrializados devem ser evitados a todo custo”, ensinou.

O motorista Nilson Mariano, de 70 anos, por exemplo, foi alertado por Carla para níveis fora do normal de sua pressão arterial e colesterol. “Aprendi que posso viver exames de colesterol indicarão valores de referência conforme o risco cardíaco de cada paciente. A SBC alerta que os diabéticos devem ter o LDL abaixo de 70 mg/dl. Já o parâmetro para os pacientes sem fatores de risco é de até 130 mg/dl.

“Para alcançar as novas metas preconizadas, individualizadas, além das modificações e adequações ao estilo de vida saudável, com dieta e estímulo para atividades físicas, muitas vezes haverá a necessidade de uso de medicamentos apropriados”, alertou o cardiologista Henrique Tria Bianco, do Departamento de Aterosclerose da SBC.

Os valores de referência para colesterol e triglicérides foram alterados, modificando os limites considerados ideais para pacientes em perfis de risco, especialmente os que já sofreram ou sofrem problemas cardiovasculares graves, como infarto, AVC, derrame ou amputações por doenças arteriais. 

Mais e melhor, tomando alguns cuidados simples com a alimentação e praticando exercícios”, apontou.

Os novos coeficientes foram atualizados, de forma pioneira no mundo pela SBC, através da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenão de Aterosclerose. 

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