Sem educação e sem consciência

Pesquisa registra mau comportamento de motoristas no Brasil e em outros países

Por O Dia

Por incrível que pareça, levantamento constatou que ainda existem passageiros que viajam sem cinto de segurança no automóvel
Por incrível que pareça, levantamento constatou que ainda existem passageiros que viajam sem cinto de segurança no automóvel - Reprodução Internet

Uma pesquisa divulgada pela Arteris, concessionária de rodovias do Brasil, apresenta dados sobre o comportamento de condutores nas rodovias em todo o país. O levantamento confirma que uma parcela dos motoristas desrespeita a legislação, contribuindo para o aumento das situações de risco que podem ter impacto direto no número de acidentes e de mortes.

Neste ano, o método também foi aplicado em rodovias da França, Espanha, Argentina, Chile e Porto Rico. Dados dos dois primeiros países já foram divulgados, o que permite a comparação, ainda que reservadas, a realidades distintas. Durante os sete dias de observação, passaram 82 mil veículos pelo trecho escolhido, na Autopista Régis Bittencourt (BR-116 São Paulo x Curitiba). O comportamento de condutores foi registrado por sensores fixos em pontos estratégicos da rodovia, além de monitorado por pesquisadores, que acompanharam, em tempo real, o trajeto de motoristas no trecho avaliado.

A pesquisa apresentada tem por objetivo ampliar o conhecimento sobre os comportamentos de usuários e identificar alternativas para minimizar riscos, assim como propor campanhas. O levantamento também fornece informações estratégicas para fiscalização rodoviária com foco em segurança no trânsito.

CELULAR AO VOLANTE

O uso do celular é uma infração gravíssima e a multa no Brasil pode chegar a quase R$ 300, além de render sete pontos na carteira de habilitação. Contudo, o manuseio do aparelho ao volante é uma realidade. Nas rodovias, ele segue sendo usado, ainda que em poucos registros comprovados, vale ressaltar. No período pesquisado, 1,19% dos motoristas foi visto com celular em mãos no Brasil. Na França, 4,1% dos usuários dirigiam manuseando o celular. Na Espanha, foram 4,6%. 

VELOCIDADE E DISTÂNCIA

O desrespeito à distância mínima de segurança de dois segundos do veículo à frente, associado ao excesso de velocidade, são outros indicadores de preocupação. Os dados coletados indicam que 15,9% dos usuários parecem ignorar a recomendação expressa no Código de Trânsito Brasileiro de manter a distância mínima de segurança entre veículos. O resultado brasileiro é bastante similar ao espanhol, que foi de 16,5%. A França, por sua vez, apresentou o percentual mais alto de desrespeito à distância mínima de segurança, 25%.

O desrespeito aos limites de velocidade é alto para os três países. Na França, 41% dos veículos observados excedem o limite, 38,3% na Espanha e 29,6% no Brasil. A infração é classificada entre média e grave aqui, pode gerar multa de até R$ 293,47 e levar à suspensão da licença para dirigir.

Especialistas ressaltam que na distância e velocidade adequadas, os condutores e demais usuários da rodovia ampliam a capacidade de reação, têm melhor visibilidade da via e da sinalização.

SEM SINALIZAÇÃO

A pesquisa revelou que 57,5% dos condutores observados no Brasil foram flagrados mudando de faixa sem sinalizar. O dado registrado é superior ao verificado na França (26%) e na Espanha (39,6%). A manobra inesperada sem a utilização da seta é uma infração grave e impede que os demais motoristas possam tomar medidas preventivas.

AINDA SEM CINTO DE SEGURANÇA

O levantamento também registrou, acreditem, passageiros sem cinto de segurança. Segundo a análise feita pela concessionária de rodovias, o dispositivo é ignorado por 1% dos condutores e por 48% dos passageiros no banco traseiro. Na Espanha, o uso do cinto é praticamente universal no banco da frente, mas ainda deixa de ser usado por 21,3% dos passageiros no banco de trás.

Usar o cinto de segurança pode reduzir pela metade as chances de ferimentos fatais para condutores e passageiros que trafegam no banco da frente, e em 75% para aqueles que viajam no banco traseiro, segundo análise técnica. Há no Brasil, ainda, um alto percentual de não utilização do cinto de segurança no banco traseiro, que pode estar vinculado a uma falsa sensação de maior proteção, sem dúvida uma interpretação equivocada.

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Por incrível que pareça, levantamento constatou que ainda existem passageiros que viajam sem cinto de segurança no automóvel Reprodução Internet
Durante os sete dias de observação, passaram 82 mil veículos pelo trecho escolhido, na Autopista Régis Bittencourt (BR-116 São Paulo x Curitiba) Reprodução Internet
Por incrível que pareça, levantamento constatou que ainda existem passageiros que viajam sem cinto de segurança no automóvel Reprodução Internet
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