01 de janeiro de 1970
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PF vê indício de corrupção praticada pelo presidente

É a peça que faltava para a PGR denunciar Michel Temer mais uma vez à Câmara

Por O Dia

A Polícia Federal concluiu ontem o Inquérito 4.327, do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado 'Quadrilhão do PMDB'. A PF cita no inquérito o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. O inquérito da PF diz que há indícios da prática do crime de organização criminosa Artigo 1º, Parágrafo 1º e Artigo 2º, da Lei 12.850/2013.

O documento foi encaminhado ao Supremo e pode embasar nova denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer lembrando que Rodrigo Janot deixa o cargo domingo. A PF atribui ao grupo a prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e evasão de divisas, entre outros crimes.

Os integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham "estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta".

Em nota, a PF destacou:"O grupo agia através de infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a quatro anos."

Defesas

O presidente Temer rebateu as conclusões da Polícia Federal. O presidente afirmou que "não participou nem participa de nenhuma quadrilha" e que "lamenta insinuações descabidas com intuito de tentar denegrir sua honra e imagem pública".

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sugeriu que o relatório da Polícia Federal não merece resposta.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, disse que a Polícia Federal não agiu de forma democrática ao "vazar" as conclusões do inquérito que investigou o "quadrilhão" do PMDB na Câmara, sem dar conhecimento aos citados no relatório "Jamais participei de qualquer grupo para a prática de ilícito. Repudio a suspeita", reagiu o ministro.

O advogado de Eduardo Cunha, Délio Lins e Silva, afirmou: "A defesa nega as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente, quando convocado pelas autoridades."