01 de janeiro de 1970
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Médico Farah Jorge Farah encontrado morto em SP

Condenado por assassinato, vestiu-se de mulher e pôs silicone em 'ritual'

Por O Dia

Condenado por matar e esquartejar a amante há 14 anos, o ex-médico Farah Jorge Farah, de 68 anos, foi encontrado morto em seu apartamento no começo da tarde de ontem, quando policiais civis se preparavam para cumprir mandado de prisão contra ele. Na quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça havia determinado que Farah deveria cumprir em regime fechado a pena de 14 anos e oito meses à qual havia sido condenado em 2014. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves informou que o corpo foi encontrado quando policiais entraram em seu apartamento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. O ex-médico preparou uma espécie de "ritual" antes de morrer. Além de botar para tocar música fúnebre, ele se vestiu de mulher antes de usar um bisturi para cortar "as veias femorais, que passam pela virilha". "Ele colocou seios de silicone e vestiu uma calça legging antes de se matar", afirmou o delegado.

O caso

Jorge Farah foi condenado pela morte, esquartejamento e ocultação do cadáver da dona de casa, paciente e amante Maria do Carmo Alves, na época com 46 anos. O crime aconteceu em 24 de janeiro de 2003 na clínica do ex-cirurgião. O corpo, no entanto, só foi encontrado pela polícia dois dias depois no porta-malas do carro do réu, na garagem do prédio onde morava, em nove pedaços, dentro de cinco sacos.

A defesa de Farah não negava que ele tinha matado Maria do Carmo, mas alegava que ele agiu sob "violenta emoção". Segundo a defesa, em março de 2002, a vítima ligou 3.708 vezes para o consultório de Farah. Ele disse que a mulher o ameaçava e, no dia do crime, o "atacou com uma faca".