'SUS' DA SEGURANÇA

Por O Dia

Na semana em que o Exército agoniza no Rio de Janeiro sem verbas para mais operações diante de um festival de falácia das autoridades sobre a repressão ao crime, projeto de lei que pode ir a votação nos próximos dias no Senado surge como um alento. Bancos e instituições financeiras terão que destinar 3% do lucro líquido para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública, que poderá abastecer os estados para cobrir os custos com as polícias. A ideia é de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP): "A proposta é criar um 'SUS' da segurança pública", resume.

Fatias

O Fundo também poderá ser composto com parte da arrecadação do IPI, ICMS das indústrias bélicas, além do ISS das empresas de segurança privada nos municípios.

A dois

Barack Obama deve almoçar com Fernando Henrique Cardoso em São Paulo mês que vem. A agenda está em acertos.

Tudo como está

A Fenapef, dos policiais federais, apoia a manutenção do diretor-geral da PF, Leandro Daiello, no cargo. "Creio que ele (ministro Torquato Jardim) optou por manter a estabilidade; a especulação de nomes influenciou a decisão. Mantém o apoio da opinião pública e evita críticas por conta da Lava Jato", diz Luís Boudens, da federação.

Apoios

A Federação apoia a indicação de dois nomes para Diretoria-Geral da PF: "Tanto o (Fernando) Segóvia quanto o Rogério Galloro, por perfil mais policial e menos burocrata, teriam nosso apoio", completa Boudens.

Newtão

Ex-governador de Minas, Newton Cardozo deu uma entrevista língua-solta a uma rádio de BH: chamou Temer e Aécio de ladrões, elogiou Bolsonaro e diz que a ditadura é alternativa, "mas se os militares forem gente boa".

Saldo

Newtão também salientou que ficou mais rico fora da política. Não são mais 65 fazendas. Chegaram a 111 em vários estados o número de suas propriedades.

Era Temer

Michel Temer liberou R$ 2,5 bilhões referentes a 13 mil emendas a deputados este ano. Aos senadores, foram desembolsados R$ 418 milhões.

Toma lá...

A execução de emendas nos últimos nove meses confirma o tradicional 'toma lá, dá cá' entre o Executivo e o Congresso. O afago aos aliados foi a principal arma do presidente Michel Temer para derrubar a primeira denúncia na Câmara dos Deputados em agosto.

...dá cá

A estratégia será repetida nos próximos dias, quando a segunda denúncia desembarcar na Câmara dos Deputados. Já tem deputado não agraciado na primeira oferta com a lista nas mãos na porta do Palácio do Planalto.

Generosidade

Até o dia 8 de setembro, conforme levantamento feito pela Coluna, foram desembolsados do Orçamento mais de R$ 3 bilhões em emendas. A 'generosidade' já bateu as cifras de 2016, quando foi liberada a bolada de R$ 1,8 bilhão.

Inércia

Um exemplo velado de como a situação na Câmara é de inércia. Desde 22 de agosto o deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) aguarda Voto de Pesar pelo falecimento do ex-governador do MS Pedro Pedrossian. Já vai ter missa de mês pela alma.

Ao mar

O Yacht Clube da Bahia, celeiro de atletas das categorias de vela, fez mais dois campeões. Tornou-se bicampeão brasileiro de Vela Jovem.

Ponto Final

"Fora Temer" virou o refrão mais cantado no Rock in Rio.

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