'Sou um ator que faz qualquer tipo de papel'

Estreante em novelas, Roberto Cordovani interpreta um vilão em 'Novo Mundo' e vive a bailarina Isadora Duncan no teatro

Por BRUNNA CONDINI

Intérprete do vilão Sebastião Quirino em 'Novo Mundo', Roberto Cordovani faz sua estreia em novelas na Globo. Mas a verdade é que, de estreante, o ator não tem nada. "São mais de 40 anos de carreira. Comecei com seis anos", diz o paulista, radicado na Europa há 32 anos. "Já morei em seis países, mas sempre parando na Espanha, na Galícia, perto de Santiago de Compostela. Moro num balneário romano do século 9 chamado Mondariz. E moro também em Portugal, em Sintra, quase em frente ao palácio do Dom Pedro".

Roberto conta que o convite para viver o mercador de escravos da trama das seis foi irresistível e o fez ficar no país. "O que me atraiu no personagem foi trabalhar com o Vinicius Coimbra (diretor), que me convidou quando me viu no teatro fazendo a 'A Paixão Segundo Nelson', do Zeca Baleiro, ano passado", lembra. "A crueldade e a convicção das maldades foram pontos que me atraíram. E fazer uma novela de época também, e no meu país. Durante esses anos, me apresento na Europa falando português, mas para um público europeu. É diferente estar na minha terra fazendo um personagem", vibra.

Aos 60 anos, o ator contabiliza 14 prêmios internacionais, inclusive como melhor ator em Londres, na peça 'Olhares de Perfil - O Mito de Greta Garbo', que ele escreveu, dirigiu e protagonizou, concorrendo com Jeremy Irons e John Malkovich. Atualmente, além do folhetim, ele está em cartaz até 24 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, com 'Isadora Duncan e Nijinsky - A Revolução da Dança', em que interpreta a famosa bailarina, precursora da dança moderna. O espetáculo também conta a trajetória do coreógrafo e bailarino russo.

"Interpretamos vários momentos destes dois ícones da dança, que revolucionaram a arte do movimento. Estamos em curta temporada e a preços populares, para que todos possam assistir", convida. E não é a primeira vez que Roberto vive grandes mulheres no teatro: já foi Greta Garbo e Evita Perón nos palcos, o que mostra sua versatilidade. "Sou um ator que faz qualquer tipo de papel, tanto que está aí o Sebastião Quirino".

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À esq, o versátil Roberto Cordovani, que encarna Isadora Duncan (acima) em peça no Teatro Carlos Gomes Raquel Cunha
Roberto Cordovani novela Novo Mundo Divulgação Globo
NOVO MUNDO - Roberto Cordovani pagina 02 de quarta (20/09) Raquel Cunha (só da primeira)

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