01 de janeiro de 1970
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DOIS DEDOS DE PROSA

Por O Dia

BRUCE GOMLEVSKY , ator,diretor e músico

Bruce, conta um pouco sua história.

Fiz teatro no colégio Andrews. Eu era músico e me apaixonei pela profissão e fui estudar na CAL. Me chamaram para a oficina de atores da Globo. Vou comemorar 25 anos de carreira em 2018. Me desdobro em mil, sou ator, produtor, diretor, músico, compositor, captador. Lancei o disco 'Me Recuso a Abandonar o Romantismo'. Estou em cartaz com Renato Russo em São Paulo. São 11 anos, mais de 300 mil espectadores em 40 cidades. Estou dirigindo uma formatura da CAL, acabando a novela 'Novo Mundo', sou um dos protagonistas no filme sobre a Lava Jato e estou ensaiando para dois filmes.

Sobre o que serão esses filmes?

Um deles é o 'DAS - Divisão Antissequestro', do Vicente Amorim. Faço o papel de chefe da Polícia Civil, inspirado no Hélio Luz (chefe da Polícia Civil fluminense de 1995 a 1997). E outro é 'Júpiter', do Marco Abujamra. Faço uma participação especial. É a história de um detetive, vivido pelo Orã Figueiredo. Sou Fagundes, amante da mulher dele (Guta Stresser). Fiz o filme sobre o Simonal, que estreia em 2018. E estou em cartaz, como diretor, com 'Os Sete Gatinhos', de Nelson Rodrigues.

Você fez laboratório para o papel do delegado Júlio Cesar?

Fiz. Os delegados no filme são junções de outros personagens. Meu personagem é livremente inspirado no Marcio Ancelmo, um dos principais delegados da força-tarefa da Lava Jato. Ele começou a operação e descobriu a nota fiscal da Land Rover que o Alberto Youssef deu ao Paulo Roberto Costa. Teve laboratório para entender o modus operandi deles. Eles são pessoas comuns! Têm família, filhos, são casados...

Que reflexões fez com o filme?

Servidores públicos com um salário razoavelmente baixo e que me parecem que estão a serviço da lei. Independente de partido. O personagem tem esse dilema, porque ele votou na esquerda e o seu pai também é de esquerda. Sendo que ele está investigando os fatos e não os partidos. Esses delegados estão a serviço da lei. Isso está no filme: eles dando murro em ponta de faca, lutando contra o sistema.

O que você está preparando para 2018?

Tem o 'Lava Jato - Polícia Federal 2', que deve ser rodado em 2018. Voltar com o monólogo 'Uma Ilíada', que me deu o Prêmio Cesgranrio de Melhor Ator em 2016. Espero convites para televisão, que adoro fazer.

Um sonho.

Um país melhor, menos injustiça e violência e mais educação. Viver da minha arte, com saúde e a família, e ser reconhecido pela qualidade do meu trabalho.

Um beijo.

Para minha namorada, Lucíla Robi Rosa. Ela é maquiadora, eu a conheci quando fiz o filme 'Marisia'.