01 de janeiro de 1970
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O DIÁLOGO DAS ARTES NO PALCO

Em 'Dançar (Não) É Preciso', bailarinos se relacionam com os traços de Jackson Pollock

Por O Dia

Espetáculo de dança contemporânea que se relaciona com as artes plásticas, 'Dançar (Não) É Preciso', da Esther Weitzman Companhia de Dança, será apresentado hoje, às 19h, no Sesc Niterói.

Em cena, os bailarinos Dandara Patroclo, Fagner Santos, João Mandarino, Julia Gil e Pedro Quaresma dialogam com as obras do pintor norte-americano Jackson Pollock (1912-1956), que compõem o cenário e influenciam a coreografia, que procura seguir a irregularidade de sua pintura, expressa em traços pontilhados, escorridos e descontínuos.

Durante a apresentação, os movimentos dos corpos tentam responder às intensidades presentes no trabalho de Jackson Pollock, para que possam gritar como gritam as cores de seus quadros. "Ali há voz, há fala e é pro mundo", destaca a coreógrafa e diretora Esther Weitzman.

Nesse sentido, a palavra 'preciso', presente no título do espetáculo, não significa exatidão de movimentos, mas sim tudo aquilo que é inevitável e urgente. Já o advérbio 'não', que antecede a palavra, tem relação direta com a ação dos bailarinos. Assim, dançar não é exato, e sim necessário. E Esther Weitzman ainda vai além: "Dançar é imprescindível", declara.

O título do espetáculo ainda faz menção ao célebre verso do poeta português Fernando Pessoa: 'navegar é preciso, viver não é preciso'.