DOIS DEDOS DE PROSA

Por O Dia

GUTO ÍNDIO DA COSTA, designer

Fale do Rio Design.

Sou um designer ligado à indústria de larga escala. Estamos mostrando cadeiras injetadas em polímero de engenharia. São feitas de polipropileno e reforçadas com fibra de vidro.

São acessíveis?

Sim. Uma cadeira sai do molde em cinco minutos. Em contraponto à questão da larga escala, fizemos uma artesanal, fundida em alumínio e areia. Estamos com a linha 'Spirit' de ventiladores, que fez e faz muito sucesso.

E o que vem pela frente?

Está saindo do forno e me deixando encantado o triciclo elétrico que desenhamos. É um projeto experimental que fizemos com apoio da Faperj, em parceria com a empresa MP2, de São Paulo. Estamos terminando a linha de protótipos, temos três destes fabricados. Começamos com um produto para ser usado em pé e evoluímos para outro sentado, para duas pessoas. Estou muito comovido por esse mundo da mobilidade. Ando estudando uma forma diferente de consumo. Não gostaria que ele fosse vendido, queria que ele fosse compartilhado publicamente. Minha ideia é viabilizar da mesma forma que se faz com a bicicleta. É o que há de mais econômico possível para ter mobilidade urbana.

Como você vê o futuro?

Sedutor e tenebroso (risos). Sedutor porque estamos em uma evolução exponencialmente rápida. A soma de tecnologia e design vai revolucionar o mundo ano que vem. A internet ligou as pessoas, e a partir de agora vai interligar as coisas. Estamos trabalhando em produtos inteligentes. Geladeiras que monitoram o que você come e fazem compras. Equipamentos de iluminação pública que aumentam ou diminuem a luz dependendo da quantidade de pessoas. Existe a possibilidade de combater problemas de segurança por meio de tecnologia e design. O futuro é muito sedutor, mas tenebroso porque o nível de privacidade que tivemos não teremos mais. A tecnologia fará uma revolução.

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