Dicas de como utilizar melhor o plano de saúde

Especialistas indicam os principais pontos de atenção para clientes.E alertam: é preciso conferir o rol de procedimentos da ANS antes de aderir ao convênio

Por MARTHA IMENES

Mais de 48,5 milhões de clientes usam planos de saúde no Brasil, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), e muitos enfrentam problemas na cobertura do convênio. A falta de informação também dificulta a vida de quem depende do médico. Para ajudar os pacientes a aproveitarem melhor o plano, algumas clínicas particulares personalizaram o atendimento aos usuários dos planos com o objetivo de reduzir as queixas feitas por esses pacientes.

Um dos casos é o da Cecam, uma rede de clínicas conveniada que atende a mais de 40 planos de saúde. Para que o paciente use melhor o benefício e não tenha dor de cabeça, o cardiologista Anis Mitri e executivo Cecam, listou quatro tópicos para ajudar o leitor do DIA a não cair em cilada.

É preciso aprender a usar o reembolso, adverte o especialista. "O que muitos usuários de convênios não sabem é que a maioria dos planos conta com a possibilidade de Livre Escolha, ou seja, o cliente pode escolher os especialistas, clínicas e laboratórios de exame, de acordo com a sua preferência, mesmo que eles não atendam ao seu plano", diz.

Nestes casos, o paciente paga pelos serviços e depois pode solicitar o reembolso ao plano de saúde apresentando a nota fiscal.

O especialista ainda alerta para importância de verificar com seu plano os limites de uso desse benefício - tanto no que diz respeito à quantidade de consultas permitidas e procedimentos, quanto aos valores ressarcidos.

"Os reembolsos têm, em média, um valor de R$ 120 e demoram até 45 dias para serem compensados. Por este motivo, muitas clínicas aceitam o pagamento com cheques pré-datados ou emitem boletos bancários datados para o período do reembolso e reduzem o valor da consulta para que o custo seja totalmente absorvido pelo convênio", explica.

"Saiba como identificar e fugir de fraude", orienta. "Elas envolvem práticas como atender outra pessoa com a carteirinha do convênio, ter uma consulta em uma especialidade como se fosse outro, cobrança indevida de exames não realizados, cobrança indevida aos pacientes, indicações desnecessárias de cirurgias e procedimentos. Estas condutas prejudicam o usuário", afirma o executivo.

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