AMPUTADO, ENFIM, CONSEGUE APOSENTADORIA

Por O Dia

Lembram do caso do trabalhador que teve a perna amputada e mesmo assim não conseguiu ter a aposentadoria por invalidez do INSS concedida? A matéria saiu no DIA de 4 de abril deste ano. Pois bem, após idas e vindas ao posto o segurado teve o direito reconhecido de se aposentar no dia 3 de agosto, mas até hoje não conseguiu agendar o atendimento no INSS para implantar o benefício.

Um fato que o agora aposentado estranha é o valor. "Antes nas contas que fizeram daria R$ 2.700 de aposentadoria, agora no papel que recebi este valor está em R$ 1.380. O dia que eu conseguir agendar atendimento na agência de Magé vou procurar saber o porque dessa diferença", conta Júlio César Soares, 47 anos de idade, morador de Magé.

Em 1992, Júlio teve uma das pernas amputadas em um acidente de trânsito na volta do trabalho. Ficou afastado de 1992 a 1998, quando fez perícia médica e recebeu alta do INSS para voltar a trabalhar.

Em 2014, ao completar 28 anos de contribuição, Júlio deu entrada no pedido de aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa por deficiência. O que foi negado pelo INSS. Em seguida, conta, fez recurso, que só foi julgado em 2015. Nesta data a junta decide que ele deve fazer perícia e avaliação social no posto de Magé. Somente em 2016, ou seja, um ano depois, ele foi convocado para esse atendimento. Onde a deficiência passou de moderada a grave. Mesmo assim o benefício não foi concedido.

Em 2016, Júlio entrou com novo recurso e conseguiu que a junta reconhecesse o período da reafirmação da entrada do requerimento para o ano passado, ou seja, mais dois anos de contribuição, e a concessão do benefício. Mas mesmo assim não teve o direito à aposentadoria reconhecido. Júlio mais uma vez apresentou suas contra-razões ao instituto, só que desta vez o INSS perdeu o prazo de resposta, e Júlio enfim terá sua aposentadoria.

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