01 de janeiro de 1970
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MERCADO DE INOVAÇÃO

Na 15ª edição da Rio Info, especialistas em Tecnologia da Informação debatem o impacto do avanço tecnológico nas profissões. Evento começa amanhã, no Centro

Por Bernardo Costa

Considerado um dos principais eventos do país na área de Tecnologia da Informação, a Rio Info 2017 vai debater o futuro das profissões diante do avanço tecnológico. Diretor do Sindicato de Empresas de Informática do Estado do Rio, Newton Fleury coordena painel sobre o tema e adianta: exceto as atividades repetitivas, nenhuma ocupação tende a desaparecer. Todas vão se transformar, e as mudanças já estão em curso. A Rio Info 2017, organizada pela Rio Soft, começa amanhã e vai até quarta-feira, no Centro de Convenções Sul América, no Centro do Rio.

A expectativa de público, segundo os organizadores do evento, é de 2 mil pessoas, entre empresários e profissionais de Tecnologia da Informação, ambiente propício para oportunidades e troca de experiência entre especialistas de todo o Brasil. "As empresas que comparecem todos os anos ficam de olho nos talentos que circulam pelo evento", diz Alberto Blois, diretor-executivo da Rio Soft e coordenador geral da Rio Info 2017.

De acordo com Blois, os três finalistas da Copa de Algoritmo (Cria), um dos destaques do evento, saem da competição com contrato de estágio garantido. Nesta edição, a Cria teve 800 inscrições de estudantes do Ensino Médio e Técnico de várias regiões do país. "É proposto um desafio para eles, que têm que desenvolver um software para resolvê-lo", diz Blois, que dá um exemplo: "Submetemos para os jovens desafios, como sincronizar os sinais de trânsito em um cruzamento".

PROFISSÕES NO FUTURO

Para Newton Fleury, não se pode falar em 'profissões do futuro', mas em 'profissões no futuro'. No painel sobre o tema, o especialista, que é doutor em Sistemas Computacionais Avançados pela Coppe/UFRJ, fará projeções para um mercado de trabalho em que homens e máquinas vão conviver de forma associativa e cada vez mais produtiva. "Por meio de inteligência artificial, médicos serão capazes de chegar a um diagnóstico mais preciso e advogados poderão pesquisar jurisprudência com rapidez e amplitude. A tendência é que profissionais de todas as áreas atuem junto a especialistas de TI", destaca.