01 de janeiro de 1970
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Fla fica no lucro em Chapecó

Dominado, time segura o 0 a 0 com a Chape pelas oitavas de final da Sul-Americana

Por O Dia

Otécnico Reinaldo Rueda mostrou, ontem, que, por enquanto, seu time do Flamengo titular é o da Copa do Brasil, mas com Diego Alves no gol. Se a formação é a ideal, o desempenho passa longe disso. Sem criatividade, a equipe não saiu do 0 a 0 com a Chapecoense, na Arena Condá. E poderia até ter perdido o jogo. Quarta-feira que vem, na Ilha do Urubu, qualquer empate com gol classifica o time catarinense. Ao Rubro-Negro, só a vitória interessa. Em caso de novo 0 a 0, a vaga nas quartas de final da Sul-Americana será decidida nos pênaltis.

"Eles tiveram chances, mas nós também. É sempre bom não tomar gol como visitante. É concentrar e trabalhar para garantir a vaga em casa", disse Guerrero, após o jogo.

Embora o camisa 9 rubro-negro tenha visto certo equilíbrio na partida, foi a Chapecoense que criou as melhores chances. No primeiro tempo, quase abriu o placar, aos 41. Willian Arão fez corte providencial, após Diego Alves defender chute cruzado de Alan Ruschel. Este, sobrevivente da queda do avião da Chape em Medellín, no ano passado, atuou numa partida oficial pela primeira vez desde o acidente. E deu muito trabalho.

No segundo tempo, a Chapecoense se soltou, enquanto o Flamengo ficou preso aos cruzamentos na área, em bolas paradas. Numa cobrança de falta de Diego, aos 14, Réver quase fez de cabeça. De resto, quem ofereceu mais perigo foi a equipe da casa. Penilla entrou, incendiou a partida e, por pouco, não decidiu, aos 41.

"Nos falta muito. Essas partidas de Sul-Americana, às vezes, são para guerrear, e o Fla quer jogar bonito sempre. Partidas internacionais, às vezes não se joga, se compete. E o Flamengo tem que diagnosticar isso", disse o técnico Reinaldo Rueda, que completou: "Jogo bonito para plateia é quando estiver 6 a 0. Com o placar 0 a 0, temos que guerrear."