Pênaltis: ponto fraco do Fla e de Muralha

Após 0 a 0 no tempo normal, Diego erra a cobrança, goleiro passa em branco e Cruzeiro leva o penta da Copa do Brasil

Por ASSINATURA REPÓRTER ???????? ?

O Flamengo ficou com seu quarto vice-campeonato da Copa do Brasil. Após empate em 0 a 0 nos 90 minutos, perdeu para o Cruzeiro, por 5 a 3, nos pênaltis, depois que Diego desperdiçou a sua cobrança e Alex Muralha, mais uma vez, levou todos os gols, ontem, no Mineirão. Agora, fora do G-6, o time de Reinaldo Rueda precisa correr atrás no Brasileiro e na Sul-Americana, se quiser disputar a Libertadores de 2018.

Mesmo fora de casa e com Diego sumido em campo, o Flamengo tinha maior volume de jogo no primeiro tempo. Do lado do Cruzeiro, o nervosismo parecia passar da cabeça para as pernas. Logo aos 5, Raniel sentiu um problema nas duas coxas e foi substituído por Arrascaeta. Um minuto depois, Guerrero, de falta, acertou o travessão.

"Esperava jogo fechado, bem estudado. Vamos ver se melhoramos, conversamos, para encontrar uma situação de gol", disse o zagueiro Juan, no intervalo.

Alex Muralha pouco era exigido. No jogo aéreo, ele se virava bem, evitava comprometer. Aos 32, porém, quase entregou o ouro. Diogo Barbosa cruzou e o goleiro, de mão trocada, cortou mal. Arrascaeta, com o gol vazio, cabeceou para fora.

Assim que o árbitro Luiz Flavio de Oliveira encerrou a partida, Fábio, do Cruzeiro, respirou aliviado. Afinal, nos pênaltis, o papel de herói fica reservado a um dos goleiros. E o de vilão, a quem desperdiça a última cobrança. No caso de Muralha, porém, a teoria não se aplica.

Haviam sido 17 cobranças desde que chegou ao Flamengo. Ele defendeu o primeiro, em 5 de março do ano passado. Dos outros 16, 15 entraram e um foi na trave. Só este ano, com ele no gol, o Rubro-Negro perdeu a Taça GB, para o Fluminense, e caiu na Primeira Liga, diante do Paraná, na disputa de pênaltis.

Nas três primeiras cobranças. Muralha foi para a direita, mas a bola não. Já Fábio, na terceira do Flamengo, pegou o chute de Diego. Muralha, na sequência manteve o lado e acertou: mas não pegou. Na última, foi para a direita, e a bola para a esquerda. Ao escolher sempre o mesmo canto, o camisa 38 mostrou que, quando a bola está na marca da cal, o gol cresce.

A estratégia que não deu muito certo

Mais uma vez, Muralha nem chegou perto de defender qualquer cobrança de pênalti. O goleiro pulou as cinco vezes para o lado direito, onde somente Diogo Barbosa cobrou. E converteu. Segundo o goleiro, a escolha por tentar sempre o mesmo canto não foi por acaso.

"A gente estudou e fez uma estratégia. Infelizmente não deu certo", disse Muralha, que, quando Thiago Neves, apesar do escorregão, converteu o quinto pênalti, reclamou que o meia do Cruzeiro teria tocado duas vezes na bola, o que não aconteceu.

"Foi dois toques ou não?", perguntou a um jornalista, na saída de campo. "Mérito para eles", emendou, ao receber resposta negativa.

Para Reinaldo Rueda, o Flamengo não deixou a desejar: "Não creio (que o time jogou abaixo do esperado). Pelo resultado, nos pênaltis, não podemos ser tão categóricos. Foi muito disputado, um rival muito forte que naturalmente tinha a obrigação como a gente, mas com a motivação de jogar em casa."

Galeria de Fotos

Campeonato Brasileiro 2017.Partida entre Flamengo X Avai no Estadio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Pedro Martins / MoWA Press
Rodinei Gilvan de Souza / Flamengo
25/09/2017. O jogador Nenê durante a partida entre Sport Recife x Vasco da Gama na Ilha do Retiro, Recife (PE), válida pela 25ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Foto - Carlos Gregório Jr / Vasco.com.br Carlos Gregório Jr / Vasco.com.br
Jogo Cruzeiro x Flamengo Gilvan de Souza / Flamengo
durante a partida entre Cruzeiro e Flamengo pela final da Copa do Brasil 2017 no Mineirao em Belo Horizonte, Minas Gerais Pedro Martins/ MoWa Press

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