Monja budista lança livro sobre depressão para ajudar pessoas que têm a doença

Por O Dia

Rio - No mês em que se intensifica a campanha de conscientização a prevenção do suicídio, o 'Setembro Amarelo', falar de depressão é preciso, já que o transtorno pode levar à morte. No atual cenário mundial, que além da depressão, gera transtornos de ansiedade, a monja zen-budista Coen lança hoje na livraria da Travessa do Leblon, às 17h, 'O Sofrimento É Opcional - Como o Zen-budismo Pode Ajudar a Lidar com a Depressão', trazendo a visão do ponto de vista da espiritualidade.

Monja Coen Divulgação

"O livro comenta sobre a chamada doença do século, a depressão. Essa expressão não é minha, mas de inúmeros psiquiatras, psicólogos e terapeutas. Tenho sido chamada para dar palestras em escolas, universidades, empresas, órgãos governamentais, hospitais e, assim me relatam, há um grande número de pessoas pedindo licença por depressão", diz.

A monja conta também como superou a doença e uma tentativa de suicídio antes de ser ordenada em 1983. "Por volta dos 20 anos, tive um relacionamento íntimo difícil com um dependente químico. Não morri e tive um psiquiatra querido que me auxiliou, José Angelo Gaiarsa", revela. "Quando me pediram para escrever este livro, quis escrever algo que pudesse ajudar todas as pessoas que procuram um caminho de libertação. Seja qual for o seu caso - e o meu - espero que as reflexões e os ensinamentos de Buda possam ajudar a superar amarras e libertar todos os seres", diz. "Entretanto, níveis crônicos e profundos de depressão também exigem cuidados médicos especializados".

Capa do livro%3A lançamento na Livraria da TravessaDivulgação

DEPRESSÃO

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), atualmente mais de 320 milhões de pessoas sofrem da doença, que até 2020 será a enfermidade mais incapacitante do mundo. No Brasil, 5,8% da população padece com esse problema, que afeta 11,5 milhões de indivíduos. Segundo a OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando somente atrás dos EUA, que têm 5,9% de pessoas com a doença.

 

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