Briga de louco e transtornado

Pinimba entre Trump e Kim sobe mais alguns tons, agora com ameaça de bomba H

Por O Dia

O bate-boca entre Donald Trump e Kim Jong-un subiu vários decibéis ontem. O presidente americano chamou o líder de louco depois que o norte-coreano anunciou possível teste de bomba H no Pacífico. "Kim Jong-un, que é obviamente um louco que não se importa de matar seu povo de fome e assassiná-lo, será colocado à prova como jamais foi!" esbravejou Trump no Twitter. Um dia antes, Washington anunciara mais sanções contra Pyongyang em resposta ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

Ontem, mais cedo, Jong-un disse que Trump tem um "transtorno mental" e advertiu que "pagará caro" pelas ameaças feitas contra seu país na ONU. "Trump insultou a mim e ao meu país, sob os olhos do mundo inteiro, e fez a mais feroz declaração de guerra da história", declarou, segundo a agência oficial de notícias KCNA. "Vou disciplinar pelo fogo o americano mentalmente perturbado", acrescentou.

Jong-un se referia ao discurso de estreia de Trump na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde o americano disse que se os Estados Unidos "forem forçados a se defender ou a seus aliados, não haverá outro remédio que destruir totalmente a Coreia do Norte".

E a tensão só cresce. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, disse que Pyongyang pode agora considerar a detonação de uma bomba de hidrogênio fora do seu território. "Acredito que poderia haver um teste de bomba H em um nível sem precedentes, talvez sobre o Pacífico", afirmou. "Cabe ao nosso líder decidir, então eu não sei bem", acrescentou.

Escalada

Depois de lançar dois mísseis intercontinentais em julho, a Coreia do Norte realizou um sexto teste nuclear dia 3, afirmando ter testado uma bomba H que poderia ser montada em um míssil. Por esta razão, o Conselho de Segurança da ONU votou um oitavo pacote de sanções contra Pyongyang.

No entanto, alguns especialistas alertam contra a aparente ineficácia dessas medidas de retaliação e os riscos da crescente violência do discurso americano e norte-coreano.

"Há algumas coisas muito perigosas que poderiam resultar disso tudo. É hora de se desviar desse caminho, em vez de contribuir para torná-los inevitável", aponta John Delury, da Universidade Yonsei, em Seul.

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