Frida, heroína dos escombros

Cadelinha ajudou a resgatar com vida 12 crianças da escola que veio abaixo no México

Por O Dia

Com os óculos de proteção bem ajustados por baixo de suas orelhas peludas e usando botas nas quatro patas, Frida abana o rabo enquanto escala as montanhas de escombros deixadas pelo terremoto no México, rastreando sinais de sobreviventes com seu poderoso olfato canino. A labradora cor de mel se tornou ícone do heroísmo no México, onde é aclamada por seus colegas humanos, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Peça-chave da Unidade Canina da Marinha Armada, Frida foi designada para a delicada missão de resgate na escola Enrique Rebsamen, que desabou no sul da capital, matando cerca de 20 crianças.

"Frida é especialista em detecção de pessoas vivas sob escombros e, em sua carreira que inclui o devastador terremoto no Equador no ano passado salvou 12 pessoas", afirma seu treinador, o terceiro mestre de Infantaria da Marinha, Israel Arauz.

Quando Frida aparece no destacamento usando sua coleira militar, muitos soldados deixam de lado a disciplina e correm para acariciar e abraçar a cadelinha, além de tirar uma foto com ela. "Ela nos dá alegria, ternura a esperança. E os civis a saúdam e aplaudem nas ruas", comenta um soldado enquanto acaricia Frida.

"Frida tem uma personalidade muito gentil, mas também um temperamento forte, e deve se aposentar no próximo ano, aos 8 anos", comenta Arauz. "Para mim, é uma honra orientá-la nessas missões", completa orgulhoso.

Terra volta a tremer

Os esforços para encontrar vida nos prédios destruídos da Cidade do México pelo terremoto que causou quase 300 mortes tiveram de ser temporariamente interrompidos ontem por causa de um novo tremor de 6,1 graus, que gerou nervosismo entre a população e causou duas mortes na manhã de ontem.

O Serviço Sismológico Nacional, que preliminarmente havia informado uma magnitude de 6,4, informou que o movimento teve seu epicentro no Estado de Oaxaca, no sul do país, golpeado no início de setembro por outro terremoto.

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